9 de Novembro de 2017 / às 15:33 / em 13 dias

Braskem vê compressão de spreads em 2018 apesar de efeitos do Harvey

SÃO PAULO (Reuters) - A Braskem (BRKM5.SA) avalia que a diferença de preços entre matéria-prima e produtos vendidos, conhecida como spread, deverá ser pressionada em 2018 por causa da entrada em operação de novas capacidades de produção petroquímica na América do Norte.

O efeito será minimizado pelos impactos do furacão Harvey, que devastou grandes regiões petroquímicas dos Estados Unidos no final de agosto, afirmou o presidente da Braskem, Fernando Musa, em teleconferência com analistas, nesta quinta-feira.

“Claramente tem oferta importante entrando na América do Norte no próximo ano e a expectativa ainda é de que haverá diminuição dos spreads na cadeia de eteno/polietileno”, disse Musa.

A Braskem divulgou mais cedo queda de 7 por cento no lucro líquido do terceiro trimestre sobre um ano antes e 33 por cento menor que o obtido no segundo trimestre em meio a uma parada programada para manutenção de refinaria e interrupção de operação de duas fábricas nos Estados Unidos por causa da passagem do Harvey.

Segundo Musa, a economia brasileira está emitindo sinais claros de recuperação com demanda positiva para insumos para plásticos como eteno e polietileno, mas o setor de construção civil é a exceção, com a demanda por PVC, usados em tubulações, ainda em declínio.

“De modo geral bens de consumo têm tido bom resultado para nós, em parte é demanda na ponta (consumidor final) e em parte alguns movimentos pontuais de recomposição de estoques”, disse Musa.

O executivo voltou a afirmar que não pretende deixar para a última hora a renegociação do contrato de fornecimento de nafta da Petrobras (PETR4.SA), mas a Braskem “ainda tem tempo” para iniciar as discussões. O contrato foi assinado em dezembro de 2015 e vence no final de 2020.

Musa também repetiu comentário da Braskem do final de outubro, de que a empresa não foi abordada por proposta de aquisição. Notícia publicada pelo Wall Street Journal em 30 de outubro afirmou que a europeia Lyondellbasel (LYB.N) teria feito aproximação para a compra do controle da petroquímica brasileira.

Às 13:20, as ações da Braskem exibiam queda de 3,47 por cento, a 49,71 reais. Enquanto isso, o Ibovespa .BVSP tinha desvalorização de 1,0 por cento.

Por Alberto Alerigi Jr.

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