14 de Novembro de 2017 / às 11:21 / em 7 dias

Governo não planeja novas isenções fiscais, diz Meirelles à Jovem Pan

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira que o governo não está planejando novas isenções fiscais, como sobre o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e que irá cumprir a meta fiscal do ano que vem mesmo que tenha de fazer cortes adicionais nas despesas.

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participa de reunião com empresários em São Paulo 14/9/2017 REUTERS/Leonardo Benassatto

“Nós cortaremos despesas onde for necessário para chegar lá”, disse o ministro à rádio Jovem Pan em referência ao alvo de déficit primário de 159 bilhões de reais para o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) em 2018.

A concessão de desonerações para setores específicos foi empregada com força no governo da ex-presidente Dilma Rousseff para tentar estimular a economia.

O ministro também disse que ministros que já estão decididos a sair do governo do presidente Michel Temer possivelmente poderão antecipar esse movimento para ainda este ano, mas que isso não se aplica àqueles que, como ele, ainda avaliam o que farão em relação às eleições de 2018.

“O que existe é um compromisso que eu tenho, não só com o presidente, mas também com o país, de cumprir a minha função e certamente não faria sentido nenhum que eu antecipasse qualquer coisa”, afirmou Meirelles, filiado ao PSD e citado de maneira recorrente como possível candidato à Presidência da República.

Durante a entrevista, ele reiterou que segue concentrado em seu trabalho como ministro da Fazenda e que tomará uma decisão a respeito de eventual candidatura no ano que vem. Aqueles que ocupam cargo no Executivo têm até 31 de março para deixar o posto caso queiram concorrer a um cargo eletivo.

Questionado sobre a reforma da Previdência, Meirelles repetiu acreditar numa aprovação pelo Congresso Nacional e destacou que seria prematuro falar neste momento em alternativas que fizessem frente à frustração da economia fiscal com a não alteração nas regras para aposentadoria.

Por Marcela Ayres

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