December 4, 2017 / 2:26 PM / 7 months ago

Dólar tem leve queda sobre o real com mercado de olho em Previdência

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar registrava leves quedas ante o real nesta segunda-feira, com o mercado ainda cauteloso com a capacidade do governo do presidente Michel Temer de conseguir apoio político suficiente para tentar votar a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados ainda neste ano.

Notas de reais e dólares em uma casa de câmbio no Rio de Janeiro 10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes

Às 12:21, o dólar recuava 0,26 por cento, a 3,2483 reais na venda, depois de acumular alta de 0,75 por cento na semana passada, interrompendo três semanas seguidas de queda pelo temores com a Previdência. O dólar futuro operava em queda de cerca de 0,35 por cento.

“O mercado ainda não jogou a toalha (sobre a reforma da Previdência), acredita que pode passar algo, mas o cenário está instável”, afirmou o operador de câmbio do Grupo Ourominas Ademar Vitor Pereira.

Parte do mercado ainda acreditava na possibilidade de a reforma da Previdência ser aprovada na Câmara em primeiro turno ainda este ano. Na noite passada, Temer se reuniu com lideranças partidárias para tentar conseguir apoio político.

Ao sair do encontro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse esperar ter uma ideia até a próxima quinta-feira de quantos votos favoráveis à reforma da Previdência existem na Casa.

O Banco Central vendeu nesta sessão toda a oferta de até 14 mil swaps cambial tradicional —equivalentes à venda futura de dólares—, para rolagem dos contratos que vencem em janeiro. Dessa forma, já rolou 1,4 bilhão de dólares do total de 9,638 bilhões de dólares.

O setor externo fazia alguma pressão de alta nesta sessão sobre o dólar, que chegou a 3,2633 reais na máxima do dia, depois que o Senado norte-americano aprovou proposta de reforma tributária no final de semana.

A reforma dá impulso ao crescimento dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que pode aumentar a dívida pública e pressionar o Federal Reserve, banco central do país, a elevar ainda mais os juros. Neste cenário, recursos aplicados hoje em outras praças financeiras, como a brasileira, poderiam migrar para a maior economia do mundo.

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