December 14, 2017 / 8:01 PM / 9 months ago

Soja perde espaço, mas ainda deve liderar exportações do Brasil em 2018, diz AEB

SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de soja seguirão dominando as vendas externas brasileiras entre todos os produtos em 2018, seguidas pelas de minério de ferro, que encurtarão a distância para o produto agrícola no próximo ano, com preços firmes e maior produção da mineradora Vale.

Em foto de arquivo, lavoura de soja em Primavera do Leste, Brasil 7/2/2013 REUTERS/Paulo Whitaker

De acordo com avaliação divulgada nesta quinta-feira pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), as exportações de soja deverão atingir 22,8 bilhões de dólares em 2018, queda de 9,5 por cento ante 2017, com a expectativa de uma safra menor ante o recorde deste ano no maior exportador global da oleaginosa.

Em 2018, será o quarto ano consecutivo que as exportações de soja vão liderar a pauta exportadora brasileira, segundo dados da AEB.

De outro lado, as exportações de minério de ferro do Brasil deverão aumentar 5,2 por cento na comparação com 2017, para 20,4 bilhões de dólares, em um ano em que a Vale —maior produtora global da commodity— deverá elevar sua produção para cerca de 390 milhões de toneladas, ante 365 milhões em 2017.

No caso dos embarques de petróleo do Brasil, as vendas foram projetadas em 16,5 bilhões de dólares, praticamente estáveis ante 2017.

A AEB ainda projeta aumentos nas exportações de carnes bovina e de frango, além de farelo de soja.

No total, as exportações de produtos básicos do país deverão apresentar recuo de 1,5 por cento em 2018, para 99,1 bilhões de dólares, pressionadas por recuos mais expressivos nos embarques de soja e milho —as vendas do cereal cairão mais de 20 por cento, segundo a AEB.

SUPERÁVIT MENOR

As informações sobre os embarques de commodities integram estudo da AEB sobre a balança comercial brasileira.

Para 2018, são projetadas exportações totais do Brasil de 218,966 bilhões de dólares, aumento de 1,1 por cento ante 2017, enquanto as importações estão previstas em 168,625 bilhões de dólares, crescimento de 11,7 por cento.

Dessa forma, a AEB estimou superávit de 50,341 bilhões de dólares no ano que vem, queda de 23 por cento em relação ao recorde histórico de 65,467 bilhões previsto para 2017.

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