December 18, 2017 / 7:13 PM / 10 months ago

BNDES deve decidir posição sobre plano de recuperação da Oi nesta 2ª-feira, diz presidente

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, afirmou nessa segunda-feira que o banco só vai apoiar o plano de recuperação judicial da Oi, caso o projeto gere uma melhora no fluxo de caixa e dê fôlego para que a operadora volte a investir em tecnologia no país.

Logo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Rio de Janeiro, Brasil 06/09/2017 REUTERS/Pilar Olivares

O executivo afirmou que a diretoria do banco deve ter uma posição fechada sobre a posição do BNDES a respeito do plano de recuperação da Oi ainda nessa segunda-feira. A assembleia de credores da operadora está marcada para acontecer na terça-feira, em primeira convocação, no Rio de Janeiro, depois de vários adiamentos autorizados pela Justiça.

“O BNDES está examinando o que considera fundamental que é o fluxo de caixa futuro dessa empresa e as suas necessidades de investimento para que volte a ser uma protagonista em tecnologia em serviço ao público”, disse Castro a jornalistas após participar de evento com empresários.

“Estamos examinando as necessidades mínimas de investimento e se não atingir essas necessidades, melhor dar um pouco mais de tempo para se formular uma saída efetiva e definitiva (para Oi). Para fazer rápido e não fazer bem feito às vezes é preferível esperar para fazer bem feito”, acrescentou o presidente do BNDES.

A avaliação do banco ocorre enquanto o acionista Société Mondiale, ligado ao empresário Nelson Tanure, reforça atuação contra o plano de recuperação judicial apresentado pela diretoria da operadora na semana passada, na tentativa de adiar novamente a assembleia de credores.

DESEMBOLSOS

O presidente do BNDES afirmou que os desembolsos do banco devem somar cerca de 72 bilhões de reais esse ano, um dos volumes mais baixos dos últimos anos, mas a meta para 2018 é alcançar 100 bilhões de reais, um salto de quase 30 por cento.

O crescimento nos desembolsos será ancorado pela retomada da economia brasileira, que deve crescer 2,64 por cento em 2018, segundo projeção do boletim Focus, do Banco Central, divulgado mais cedo nesta segunda-feira.

Castro afirmou que o BNDES pretende direcionar metade dos recursos para micro, pequenas e médias empresas em 2018.

“Vamos dar ênfase para micro, pequenas e médias empresas porque essa faixa está seca por crédito”, disse o presidente do BNDES.

Na sexta-feira, o BNDES anunciou renegociação da dívida com 14 Estados envolvendo 8,2 bilhões de reais. Questionado sobre uma relação da decisão e o andamento da reforma da previdência, Castro negou que o apoio aos Estados esteja relacionado à votação da reforma, prevista para fevereiro de 2018.

Sobre a devolução em 2018 de 130 bilhões de reais em recursos do BNDES ao Tesouro, Castro afirmou que o banco aguarda um posicionamento do Tribunal de Contas da União para casar esta obrigação com as necessidades de desembolso da instituição de fomento no próximo ano.

Por Rodrigo Viga Gaier

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