December 21, 2017 / 12:02 PM / 10 months ago

Safra de café do Brasil cai 12,5% ante 2016, com recuo na colheita de arábica

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil colheu 12,5 por cento menos café neste ano ante 2016 em razão do ciclo bianual negativo do arábica, principal variedade cultivada no país, informou nesta quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Workers unload 60-kg jute bags of coffee beans for export in a coffee warehouse in Santos, Brazil, December 10, 2015. By introducing massive plastic sacks to replace the 60-kg (132-lb) jute bags that have dominated coffee shipments for more than two centuries, firms are saving millions of dollars a year, in a move so successful it is expected to reshape the global industry. Until a few years ago, the world's biggest coffee producer dispatched nearly all its exports in jute bags. Next year will see Brazil export more than half its green coffee in 1-tonne polypropylene 'super sacks' or 21.6-tonne polyethylene liners. Picture taken December 10, 2015. REUTERS/Paulo Whitaker

No total, a safra de 2017 foi estimada em 44,97 milhões de sacas de 60 kg, ligeira alta ante as 44,77 milhões de sacas previstas em setembro.

Na safra passada, o Brasil havia colhido um recorde de 51,37 milhões de sacas, com o ano de alta da produtividade do arábica, que compensou perdas na produção da variedade robusta.

A queda na comparação anual pressiona os estoques já enxutos da commodity, limitando as exportações do Brasil, maior player global do setor cafeeiro, no início de 2018.

Em seu último levantamento para o atual ciclo, a Conab afirmou que o recuo ante 2016 “se explica principalmente pela chamada bienalidade negativa do café arábica, cultivar que responde por 76,2 por cento da produção total”.

Neste ano de baixa na produção, a colheita de arábica foi estimada pela Conab em 34,25 milhões de sacas, queda de 21,1 por cento na comparação anual.

    Já a produção de café conilon (robusta) deve chegar a 10,72 milhões de sacas, aumento de 34,2 por cento ante 2016, em meio à recuperação das lavouras em importantes Estados produtores, principalmente Espírito Santo, que nos últimos anos sofreu com o tempo seco.

Ainda assim, a produção de robusta do Brasil ficou abaixo da registrada em 2015.

De acordo com a companhia, em Minas Gerais, principal Estado produtor, a produção caiu 20,4 por cento em relação à safra de 2016, com 24,10 milhões de sacas de arábica e 343,7 mil de robusta, totalizando 24,45 milhões de sacas.

No Espírito Santo, segundo maior produtor nacional, a queda na safra é de 1,1 por cento, “em razão da falta de mudas para plantio e dos efeitos da bienalidade negativa no café arábica”. O Estado produziu 5,92 milhões de sacas de conilon e 2,95 milhões de arábica, totalizando 8,87 milhões de sacas.

Por José Roberto Gomes

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