21 de Dezembro de 2017 / às 14:07 / um mês atrás

Crescimento do PIB dos EUA no 3° tri é revisado para baixo a 3,2%

WASHINGTON (Reuters) - A economia dos Estados Unidos cresceu em seu ritmo mais rápido em mais de dois anos no terceiro trimestre, impulsionada por gastos empresariais robustos, e caminha para o que pode ser um ganho modesto no próximo ano com os cortes de impostos aprovados pelo Congresso nesta semana.

O Produto Interno Bruto expandiu a uma taxa anual de 3,2 por no trimestre passado, informou o Departamento de Comércio em sua terceira revisão do PIB nesta quinta-feira. Embora o dado tenha ficado um pouco abaixo da taxa de 3,3 por cento relatada no mês passado, foi o ritmo mais rápido desde o primeiro trimestre de 2015 e marcou uma aceleração da taxa de 3,1 por cento do segundo trimestre.

O resultado também marcou a primeira vez desde 2014 que a economia experimentou um crescimento de 3 por cento ou mais por dois trimestres seguidos. Mas o ritmo de expansão no período entre julho e setembro provavelmente é um retrato exagerado da saúde da economia.

Economistas esperavam que não haveria revisão na estimativa do PIB do terceiro trimestre.

Uma medida alternativa de crescimento, a renda interna bruta, cresceu a uma taxa de 2,0 por cento no terceiro trimestre, ante expansão anteriormente relatada de 2,5 por cento.

O crescimento dos gastos dos consumidores, que representa mais de dois terços da economia dos EUA, foi revisado para uma taxa de 2,2 por cento no terceiro trimestre, ante 2,3 por cento. Os gastos do consumidor avançaram a uma taxa robusta de 3,3 por cento no segundo trimestre.

A expansão do investimento empresarial em equipamento foi elevada a 10,8 por cento, ritmo mais forte em três anos, de 10,4 por cento anteriormente.

Os Republicanos no Congresso dos EUA aprovaram nesta semana um amplo pacote de cortes de impostos, a maior revisão do código tributário em 30 anos, dando ao presidente Donald Trump uma grande vitória legislativa. Trump deve sancionar em breve o projeto, que prevê 1,5 trilhão de dólares em cortes de impostos.

Os economistas estão prevendo um impulso econômico modesto com as reduções de impostos, o que inclui reduzir a taxa de imposto de renda corporativa para 21 por cento, de 35 por cento. O estímulo fiscal virá em um momento em que a economia está em pleno emprego, o que aumenta o risco de superaquecimento.

Por Lucia Mutikani

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