January 17, 2018 / 8:08 PM / 4 months ago

Economia e inflação crescem em ritmo modesto a moderado, diz Fed

Por David Lawder

WASHINGTON (Reuters) - A economia dos Estados Unidos e a inflação se expandiram a um ritmo modesto-a-moderado entre o fim de novembro até o fim de 2017, enquanto a massa salarial continuou a crescer, disse o Federal Reserve nesta quarta-feira.

“A maioria dos distritos disse que os salários cresceram a um ritmo modesto”, disse o banco central dos EUA em seu periódico relatório Livro Bege sobre a economia. “Alguns distritos observaram que empresas estavam elevando salários em um número mais amplo de indústrias e posições desde o relatório anterior.”

Vários distritos regionais do Fed notaram elevação nos custos de insumos de manufatura, construção e transporte, de acordo com o relatório. Alguns reportaram expectativas de novos aumentos de salário nos próximos meses, embora pressões de preços ainda fossem mistas, disse o Fed.

“Empresas em alguns distritos notaram uma habilidade para aumentar os preços de venda. Varejistas em alguns distritos informaram aumentos modestos de preço e havia relatos de aumentos nos preços imobiliários pelo país.”

O relatório acrescentou que preços de commodities agrícolas e energia não tinham direção definida.

O Fed de Dallas, no entanto, relatou que sua economia regional acelerou a um ritmo “robusto” nas últimas seis semanas, com manufatura, varejo, serviços não-financeiros e energia ganhando espaço. Contratações aceleraram e pressões de preços e salários no distrito continuaram elevadas.

Não está claro se o relatório vai aliviar as preocupações do Fed sobre a inflação moderada, que tem permanecido abaixo da meta de 2 por cento do banco central por mais de cinco anos.

Apesar da inflação baixa no geral, membros votantes do Fed atualmente esperam elevar as taxas de juros três vezes neste ano.

O banco central elevou os juros três vezes em 2017 em um cenário de crescimento estável e baixo desemprego.

A maioria dos votantes do Fed parecem colocar mais ênfase na necessidade de elevar as taxas de juros uma vez que a economia já atingiu ou está próxima de atingir o pleno emprego, em vez de esperar que a inflação suba consideravelmente.

O crescimento do emprego nos EUA desacelerou mais que o esperado em dezembro, em meio a uma queda nas vagas do varejo, mas uma recuperação nos ganhos salariais no mês indicaram uma força do mercado de trabalho que poderia pavimentar o caminho para o Fed elevar os juros em março.

Por David Lawder

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