April 20, 2018 / 2:53 PM / 4 months ago

Acordo político no setor elétrico muda indicação para diretoria no ONS, diz fonte

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um acordo político costurado de última hora pelo ministro de Minas e Energia, Moreira Franco (MDB-RJ), e pelo deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA), relator de um projeto sobre a privatização da Eletrobras no Congresso, mudou uma indicação do governo para um órgão do setor elétrico, o Operador Nacional do Sistema (ONS), disse uma fonte à Reuters.

O conselho de administração do ONS, que é responsável por coordenar a operação da transmissão e da geração de energia no país, reúne-se nesta sexta-feira para deliberar indicações do Ministério de Minas e Energia para a diretoria da entidade.

Posteriormente, os nomes passarão por uma assembleia geral em que participam empresas do setor de energia, um representante do ministério e representantes de conselhos de consumidores.

Até a quinta-feira, estavam indicados os nomes do atual presidente da Chesf, subsidiária da Eletrobras, Sinval Gama, e do atual assessor da presidência do ONS, Marcelo Prais, para os cargos de diretor de Operações e de Assuntos Corporativos do operador elétrico, respectivamente.

Mas o acordo político colocou de lado o nome de Prais para acomodar o ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Jaconias Aguiar, afirmou a fonte, que falou sob a condição de anonimato.

Gama e Aguiar ocuparão vagas deixadas por Ronaldo Schuck e Istvan Gardos, respectivamente, cujos mandatos encerraram.

“O que está acontecendo é algo triste e lamentável”, disse a fonte, que criticou a interferência política em um órgão visto como fortemente técnico no setor elétrico.

O ONS é uma entidade privada sem fins lucrativos, mas seu estatuto prevê que a indicação de três dos seus cinco diretores, incluindo o diretor-geral, é atribuição do Ministério de Minas e Energia.

Procurado, o ONS limitou-se a informar que acontecem nesta sexta-feira uma reunião de conselho e uma assembleia para aprovar indicações às vagas abertas na diretoria.

O Ministério de Minas e Energia e a assessoria do deputado Aleluia não responderam de imediato a pedidos de comentário.

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