May 11, 2018 / 3:08 PM / 7 months ago

Itaú reduz previsão de crescimento do PIB para 2018 e 2019; vê dólar mais caro

SÃO PAULO (Reuters) - Diante dos sinais mais fracos da atividade neste início de ano, o banco Itaú Unibanco reduziu suas estimativas para o crescimento do Brasil para 2018 e 2019, ao mesmo tempo em que também vê o dólar mais caro neste período.

“Dados mais fracos no primeiro trimestre e menor espaço para aceleração da atividade devido à incerteza quanto ao avanço das reformas” explicam a visão de menor expansão, escreveu o economista-chefe do banco, Mario Mesquita.

Agora, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve crescer 2 e 2,8 por cento em 2018 e 2019, respectivamente, contra 3 e 3,7 por cento antes. Mesquita lembrou, entre outros, a queda nos índices de confiança neste início de ano, além da “criação de empregos formais, que deveria ser o principal fator para novas altas da massa salarial real em 2018, desacelerando”.

Para o Itaú, a recente escalada do dólar frente ao real também afeta negativamente a atividade, porque prejudica a atividade no curto prazo ao encarecer as importações e reduz a capacidade do Banco Central de estimular mais o crescimento “diante das evidências de impacto marginal maior de cortes de juros na taxa de câmbio”.

Agora, a projeção é de que o dólar feche tanto 2018 e 2019 a 3,50 reais, ante 3,25 e 3,30 reais, respectivamente.

Neste cenário, Mesquita, que já foi diretor do BC, elevou suas contas para a inflação deste ano a 3,7 por cento, sobre 3,5 por cento, e manteve em 4,0 por cento para 2019. “Incorporamos no nosso cenário a taxa de câmbio mais depreciada, o aumento dos preços de petróleo e o crescimento mais baixo”.

Para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC na próxima semana, Mesquita vê que a Selic será reduzida em 0,25 ponto percentual, para nova mínima histórica de 6,25 por cento ao ano, encerrando o atual ciclo de afrouxamento.

Também manteve a estimativa de déficit primário deste ano em 1,9 por cento do PIB, mas piorou a de 2019 a 1,2 por cento, sobre 0,9 por cento. “O reequilíbrio fiscal continua dependente de reformas”, afirmou.

Por Patrícia Duarte

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