June 25, 2018 / 7:27 PM / 5 months ago

Agroconsult vê 2ª safra de milho do Brasil em 55 mi t

SÃO PAULO (Reuters) - Produtores brasileiros devem colher menos milho na segunda safra deste ano, já que o atraso no plantio e a prolongada seca reduziram a produção do segundo maior exportador mundial da commodity, disse a Agroconsult nesta segunda-feira.

Pessoa segura grãos de milho em Sorriso, Mato Grosso 26/07/2017 REUTERS/Nacho Doce

Após a expedição técnica Rally da Safra, a consultoria previu que a segunda safra de milho do país, que está sendo colhida, totalizará 55,2 milhões de toneladas, abaixo dos 57 milhões considerados em maio e inferior também ao recorde de 67,3 milhões oficialmente estimado na temporada anterior.

A expedição técnica liderada pela Agroconsult terminou no dia 8 de junho e cobriu grande parte da área plantada da segunda safra de milho do país nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná.

“Outro fator contribuindo para a queda na produção e nos rendimentos foram os menores investimentos nos campos”, disse Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult.

A previsão da consultoria foi feita depois que o governo estimou no início deste mês que a segunda safra de milho do Brasil, a safrinha, seria de 58,2 milhões de toneladas nesta temporada, quase 9 milhões de toneladas a menos ante a temporada passada.

“Atrasos na colheita de soja estreitaram a janela ideal para a plantação do segundo milho”, informou anteriormente a Conab, acrescentando que a seca também afetou a safra.

A safrinha, que é plantada depois da soja em muitas áreas, representa cerca de 70 por cento da produção do país e o torna o terceiro maior produtor do mundo, depois dos Estados Unidos e a China.

Graças à segunda safra, o Brasil se tornou recentemente um grande competidor para os EUA nos mercados globais, especialmente na segunda metade do ano.

A Agroconsult manteve sua previsão para a exportação de milho a 28 milhões de toneladas neste ano, apesar das incertezas relacionadas ao custo do frete rodoviário, depois que o governo decidiu intervir, após os protestos de caminhoneiros contra os altos preços de combustíveis no mês passado.

No entanto, algumas tradings de grãos pararam de comprar soja e milho brasileiro, conforme os receios sobre o aumento do custo logístico congelaram o mercado das duas maiores commodities do país.

“Não há movimento no mercado”, disse André Debastiani, outro sócio da Agroconsult.

A situação está preocupando alguns agricultores, já que eles estão colhendo o milho agora e não têm muito espaço nos silos, disse Debastiani.

Por Ana Mano

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