June 26, 2018 / 12:43 PM / 4 months ago

São Martinho cita clima seco e espera menor moagem neste ano; lucro cresce em 17/18

SÃO PAULO (Reuters) - O Grupo São Martinho, um dos maiores do setor sucroenergético brasileiro, prevê processar 7,4 por cento menos cana na atual safra 2018/19, resultado de um clima seco desde o início do ano e de uma maior renovação do plantio, disse a empresa em fato relevante nesta terça-feira.

Colheitadeira em lavoura de cana-de-açúcar em Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo 15/09/2016 REUTERS/Nacho Doce

Com usinas em São Paulo e Goiás, a companhia espera moer 20,57 milhões de toneladas neste ciclo, contra 22,20 milhões alcançados em 2017/18.

“A redução na estimativa do volume de cana a ser processada é resultado do clima seco observado desde o inicio de 2018... e do aumento de renovação do plantio, acelerando nosso projeto de atingir 24 milhões de toneladas de cana de açúcar nos próximos anos”, afirmou a empresa no comunicado, assinado pelo diretor financeiro e de Relações com Investidores, Felipe Vicchiato.

Em linha com o restante do setor, o Grupo São Martinho também prevê destinar maior oferta de cana para a produção de etanol (65 por cento em 2018/19 versus 53 por cento em 2017/18).

Com isso, devem ser fabricados 663 milhões de litros de etanol hidratado (alta de 42,4 por cento) e 456 milhões de litros de anidro (queda de 6,5 por cento). A produção de açúcar, por sua vez, tende a diminuir 30,4 por cento, para 980 mil toneladas.

A expectativa do Grupo São Martinho é alcançar 142,6 kg de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana moída, aumento de 2 por cento frente o ano passado.

O Grupo São Martinho fechou a safra 2017/18 com lucro líquido 73,2 por cento maior, atingindo 491,7 milhões de reais. A geração de caixa, medida pelo Ebitda ajustado, avançou 34,9 por cento, para quase 2 bilhões de reais.

Para a atual temporada, a empresa já fixou preços para 535 mil toneladas de açúcar, a um preço médio de 15,51 centavos de dólar por libra-peso. O volume é equivalente a 55 por cento do total de cana a ser moída.

Por José Roberto Gomes

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