July 2, 2018 / 7:06 PM / 4 months ago

Maior grupo empresarial dos EUA ataca Trump por tarifas

WASHINGTON (Reuters) - A Câmara de Comércio dos Estados Unidos, maior grupo empresarial do país e geralmente um aliado do Partido Republicano de Donald Trump, está lançando uma campanha nesta segunda-feira para se opor às políticas de tarifas comerciais do presidente norte-americano.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala com repórteres na Casa Branca em Washington 27/06/2018 REUTERS/Jonathan Ernst

Com alguns dos mais próximos parceiros comerciais dos Estados Unidos impondo medidas de retaliação, a abordagem de Trump às tarifas abalou os mercados financeiros e estremeceu as relações entre a Casa Branca e a Câmara.

A nova campanha, detalhada primeiro à Reuters, é um esforço agressivo da gigante de lobby dos negócios. Usando uma análise de estado por estado, a Câmara argumenta que Trump está arriscando uma guerra comercial global que atingirá as carteiras dos consumidores dos EUA.

“O governo está ameaçando minar o progresso econômico que tanto trabalhou para conseguir”, disse o presidente da Câmara, Tom Donohue, em comunicado à Reuters. “Devemos buscar comércio livre e justo, mas esse não é o caminho certo para isso.”

A Câmara, que tem 3 milhões de membros, historicamente tem trabalhado em estreita colaboração com os presidentes republicanos e elogiou Trump por ter assinado cortes de impostos corporativos em dezembro. Mas as crescentes tensões comerciais criaram uma rachadura com o presidente.

Trump implementou bilhões de dólares em tarifas direcionadas a China, Canadá, México e União Europeia, dizendo que tais medidas são necessárias para compensar os desequilíbrios comerciais, levando as nações a retaliar.

Trump já havia sido persuadido a desistir das ameaças ao comércio com o argumento de que os Estados que o apoiaram na campanha presidencial de 2016 serão duramente atingidos.

Por exemplo, a Câmara disse que o Texas pode ter exportações no valor de 3,9 bilhões de dólares afetadas por tarifas de retaliação; Tennesse, 1,4 bilhão de dólares; e Carolina do Sul, 3 bilhões de dólares.

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