July 17, 2018 / 12:43 PM / a month ago

Investimento global em eletricidade ultrapassa petróleo e gás pelo 2° ano, diz IEA

LONDRES (Reuters) - Investimentos globais em energia elétrica excederam os feitos em petróleo e gás pelo segundo ano consecutivo em 2017 devido a maiores gastos em redes elétricas, embora os aportes em energia renovável tenham caído após anos de crescimento, disse a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta terça-feira.

Homem passa por torres de energia em Brasília, Brasil 31/08/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

O investimento global em energia totalizou 1,8 trilhão de dólares no ano passado, queda de 2 por cento frente a 2016. Mais de 750 bilhões de dólares foram aportados somente no setor elétrico, enquanto 716 bilhões foram para o segmento de óleo e gás.

Os aportes no setor elétrico foram puxados por investimentos em distribuição, conforme a indústria se prepara para uma maior eletrificação, segundo o relatório anual da IEA sobre investimentos em energia ao redor do mundo.

Muitos países estão precisando investir mais em modernização ou na implementação de novas redes elétricas para equilibrar variações de oferta e demanda causadas pelo crescimento da geração solar e eólica e dos carros elétricos.

Apesar da produção crescente de energia limpa, o investimento em eficiência energética e renováveis caiu 3 por cento no ano passado após diversos anos de crescimento, o que pode ser seguido por uma nova queda neste ano, segundo a IEA.

A China decidiu cortar subsídios para novas usinas solares e restringir o número de projetos, o que gera um risco de desaceleração nos aportes neste ano.

“Uma queda dessas no investimento global em renováveis e eficiência energética combinados é preocupante”, disse o diretor-executivo da IEA, Fatih Birol.

Ao mesmo tempo, o investimento em combustíveis fósseis cresceu no ano passado pela primeira vez desde 2014, devido a uma recuperação da força da indústria de óleo e gás para aportes.

Já os investimentos no setor nuclear caíram ao menor nível em cinco anos em 2017, conforme mais usinas foram paradas do que novas unidades construídas.

Por Nina Chestney

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