July 17, 2018 / 2:03 PM / 5 months ago

Algodão do Brasil deve ser o mais favorecido com disputa EUA-China, diz FCStone

Algodão é processado em fazenda em Deciolândia, Mato Grosso 07/09/2011 REUTERS/Paulo Whitaker

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil tende a ser o mais favorecido em exportações de algodão à China diante da escalada de tensão comercial entre o gigante asiático e os Estados Unidos, afirmou nesta terça-feira o analista de mercado Vitor Andrioli, da INTL FCStone.

Atualmente, os EUA são o principal fornecedor de algodão para o mercado chinês, respondendo por cerca de 44 por cento de toda a fibra importada por aquele país.

A expectativa, contudo, é de que essa fatia seja reduzida nos próximos meses, em meio à aplicação de taxas retaliatórias sobre as importações de diversos bens das duas maiores economias do mundo.

Para Andrioli, embora a liderança norte-americana não deva ser ameaçada, a perda de mercado na China, mesmo que pequena, favorecerá outros exportadores.

“Essa redução não deve ser muito grande para as exportações norte-americanas, mas faz a diferença para outros países, que são menores em exportação, como Brasil, Índia e Austrália. Isso abre oportunidades”, destacou o analista durante evento da consultoria em São Paulo.

Conforme dados apresentados pela INTL FCStone, a China deve importar 1,6 milhão de toneladas de algodão na safra 2018/19, um avanço de 30 por cento em relação à temporada anterior, dada a maior demanda doméstica.

Em paralelo, os EUA tendem a exportar um total de 3,27 milhões de toneladas no mesmo ciclo, de uma produção doméstica de pouco mais de 4 milhões de toneladas.

Quanto ao Brasil, Andrioli lembrou que os embarques neste ano já devem se fortalecer e atingir o maior nível em sete anos, com 1,01 milhão de toneladas, graças a uma recuperação de produção.

Sem citar projeções, o analista disse que para o próximo ano a tendência é de um aumento na área plantada com a cultura e também de maiores exportações, podendo levar o país a se tornar o segundo maior fornecedor global da commodity, atrás apenas dos EUA.

Por José Roberto Gomes

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