July 31, 2018 / 6:23 PM / 2 months ago

Vendas da P&G decepcionam após redução de preços

(Reuters) - As vendas da Procter & Gamble no quarto trimestre fiscal ficaram abaixo das estimativas de Wall Street, prejudicadas por preços mais baixos e fraca demanda em suas unidades que fabricam fraldas Pampers e produtos de barbear Gillette, divulgou a empresa nesta terça-feira.

Logo da Procter & Gamble na Bolsa de Nova York, Estados Unidos 27/06/2018 REUTERS/Brendan McDermid

Os grandes fabricantes de bens de consumo estão lutando para aumentar as vendas à medida que os hábitos de consumo evoluem, com muitos consumidores escolhendo marcas mais novas ou mudando a forma como se cuidam. A P&G e seus rivais também têm sido impactados pelos crescentes custos de transporte e commodities, particularmente pela celulose usada em fraldas e produtos de papel.

As vendas líquidas aumentaram 2,6 por cento, para 16,50 bilhões de dólares. Analistas previam vendas de 16,54 bilhões de dólares.

A empresa, cujos membros do conselho incluem o investidor ativo Nelson Peltz, disse que os cortes de custos e os preços mais altos ajudariam a empresa a divulgar vendas orgânicas e lucro operacional mais fortes segundo semestre fiscal de 2019, em relação ao primeiro semestre.

A P&G, a segunda maior empresa de produtos embalados do mundo depois da Nestlé, está implementando um aumento médio de 4 por cento nos preços das fraldas Pampers na América do Norte, e começou a notificar os varejistas de um aumento médio de 5 por cento nos preços dos produtos Bounty, Charmin e Puffs.

Os preços mais altos podem não ser bem-recebidos pelos varejistas norte-americanos que vêm reduzindo agressivamente os preços e apertando os níveis de estoques para acompanhar o ritmo da Amazon.com.

“Embora a P&G tenha anunciado aumentos de preços de 4 a 5 por cento para as principais empresas dos Estados Unidos, ainda restam dúvidas se os preços permanecerão no atual ambiente “, escreveu Bonnie Herzog, analista da Wells Fargo, em nota.

Para o ano fiscal de 2019, a P&G informou que vê um crescimento do lucro operacional por ação de 3 a 8 por cento, ou 4,45 dólares no ponto médio. Os analistas esperavam 4,39 dólares por ação, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

Por Richa Naidu e Nivedita Balu

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