August 2, 2018 / 4:27 PM / in 4 months

Ultrapar vê Ipiranga ainda pressionada por efeitos de greve dos caminhoneiros

A motorcycle rides his motorcycle past a petrol station in Diadema February 2, 2015. Brazil on January 19 announced tax increases on fuel, imports and consumer loans aimed at raising 20.6 billion reais ($7.7 billion) in additional revenues this year, although some economists have warned the measures may boost inflation. The government restored a fuel tax known as Cide on gasoline and diesel, with the former adding 0.22 reais per liter of gasoline and the latter 0.15 reais to diesel. REUTERS/Paulo Whitaker (BRAZIL - Tags: BUSINESS POLITICS ENERGY) - GM1EB221PH301

SÃO PAULO (Reuters) - O conglomerado Ultrapar UGPA3.SA não espera no curto prazo uma melhora nos resultados de sua principal divisão, a de postos de combustível Ipiranga, diante de baixa visibilidade gerada pelos efeitos da greve dos caminhoneiros, afirmou o diretor financeiro da companhia, Andre Pires, nesta quinta-feira.

“O ambiente operacional continua desafiador pelas mudanças regulatórias e recuperação ainda lenta da economia. No curto prazo, não esperamos uma evolução significativa nos resultados”, afirmou Pires durante teleconferência com analistas.

As ações da companhia subiam 10 por cento às 12h20, horário de Brasília, a 43,63 reais. O Ibovespa .BVSP mostrava oscilação negativa de 0,06 por cento. O movimento das ações da companhia era impulsionado por anúncio de remuneração de 304 milhões de reais em juros sobre capital próprio e recuperando-se de forte queda na véspera, quando atingiram o menor valor desde 2013 por causa de investigações em Brasília e no Paraná envolvendo ex-funcionários da Ipiranga.

Segundo Pires, a Ipiranga tem promovido uma política de preços de combustíveis mais próxima da realidade do mercado para recuperar participação de mercado e de olho no retorno sobre capital investido. O grupo está vendo maiores oportunidades de embandeiramento de postos, mas prefere focar em inaugurações já contratadas nos últimos meses, com expectativa de abertura neste ano de 200 a 300 postos.

“O mercado continua sem ter tendência clara após a greve, acreditamos que ao longo do segundo semestre vamos ter normalização de volume (de vendas) e margem mais próximos do que acontecia no início do segundo trimestre, antes da greve”, disse Pires. “Não podemos dizer que o volume de julho é algo normalizado. A greve também trouxe redução de demanda no Brasil, o que, no curto prazo, também tirou demanda do mercado de combustível”, acrescentou.

A Ultrapar, que normalmente acelera investimentos na segunda metade do ano, ajustou seu cronograma de desembolsos e agora deve investir no segundo semestre o mesmo que o 1,04 bilhão de reais aplicado nos seis primeiros meses do ano.

Por Alberto Alerigi Jr.

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