August 6, 2018 / 1:03 PM / 3 months ago

Preços do petróleo operam em alta depois de queda inesperada da produção mensal da Arábia Saudita

LONDRES (Reuters) - Os contratos futuros do petróleo subiam nesta segunda-feira, depois que a produção a Arábia Saudita registrou uma queda inesperada em julho e a atividade de perfuração dos Estados Unidos parecia desacelerar, embora os preços ainda estejam quase 10 por cento abaixo da máxima de 2018 de mais de 80 dólares o barril.

Maquinário de extração de petróleo 23/04/2018 REUTERS/Christian Hartmann

O petróleo Brent LCOc1 subia 0,7 dólar, ou 0,96 por cento, a 73,91 dólares por barril, às 8:33 (horário de Brasília).

O petróleo dos Estados Unidos CLc1 avançava 0,89 dólar, ou 1,3 por cento, a 69,38 dólares por barril.

Os mercados também antecipavam um anúncio de Washington nesta segunda-feira sobre novas sanções americanas contra o grande exportador de petróleo Irã. As sanções devem ser restabelecidas na terça-feira, de acordo com uma autoridade do Departamento do Tesouro dos EUA.

A Arábia Saudita produziu cerca de 10,29 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo em julho, disseram duas fontes da Opep na sexta-feira, queda de cerca de 200 mil bpd ante o mês anterior.

Essa queda ocorreu apesar de uma promessa dos sauditas e da Rússia em junho de elevar a produção em julho, com a Arábia Saudita prometendo um aumento “mensurável” de oferta.

“A Arábia Saudita sabe que os EUA realmente querem ver o impacto máximo das sanções contra o Irã, o que significa que eles querem preparar todos os compradores de petróleo iraniano para dizer que ‘há bastante petróleo no mercado e não tenha medo de romper (as compras) com o Irã’”, disse Bjarne Schieldrop, chefe de estratégia de commodities do SEB.

Não se trata de bombardear o mercado com petróleo e empurrar o preço para a casa dos 50 dólares, trata-se de preparar o mercado e facilitar a transição, disse ele. “Não há desejo da Arábia Saudita de pressionar os preços para 50 dólares”.

A maioria das exportações de petróleo iraniano vai para a China e a Índia, mas cerca de 20 por cento vai para a Europa, onde as refinarias já cortaram suas compras.

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