August 8, 2018 / 12:49 PM / 3 months ago

BCE vê margem para crescimento maior no consumo doméstico na zona do euro

Imagem ilustrativa de moedas de euro 12/12/2011 REUTERS/Tony Gentile

FRANKFURT (Reuters) - O consumo doméstico na zona do euro tem mais espaço para crescer, provavelmente impulsionando a expansão econômica, mesmo com os contratempos externos se multiplicando, disse o Banco Central Europeu (BCE) em um boletim econômico nesta quarta-feira.

O crescimento da zona do euro desacelerou acentuadamente nos últimos dois trimestres, aumentando os temores de que a notável expansão do bloco, agora em seu sexto ano, possa estar chegando a um fim prematuro.

Mas o BCE há muito argumenta que a desaceleração se deve quase inteiramente a fatores externos, e que a demanda doméstica continua forte e a criação de empregos parece estar subindo.

“O consumo doméstico tem sido o principal impulsionador da recente expansão econômica, mas ainda há espaço para mais crescimento”, disse o BCE. “Como os mercados de trabalho continuam melhorando, a confiança do consumidor deve permanecer elevada e o consumo privado deve subir ainda mais”.

A desaceleração ocorre em um momento particularmente delicado para o BCE, já que o banco está reduzindo a política de estímulo. O Banco Central Europeu planeja encerrar seu programa de compra de 2,6 trilhões de euros em títulos até o final do ano, na esperança de que a recuperação econômica seja forte o suficiente para continuar com um apoio mais modesto do banco central.

O emprego na zona do euro em mais de 107 milhões é recorde, mas o desemprego em 8,3 por cento ainda é 1 ponto percentual acima da taxa da zona do euro pré-crise.

Em seu boletim, o BCE argumentou que a recuperação do consumo doméstico tem sido fraca até agora, particularmente para as famílias de baixa renda, cujos níveis de consumo ainda precisam se recuperar para o nível anterior à crise.

“As perdas da crise financeira não foram recuperadas em todos os lugares”, disse o BCE. “O consumo doméstico na Alemanha e na França é cerca de 10 por cento maior do que antes (da recessão), mas, em contraste, o consumo na Itália e na Espanha ainda não se recuperou completamente”.

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