December 10, 2018 / 5:16 PM / 5 months ago

REEDIÇÃO-Lava Jato abriu espaço para maior competição no Brasil, diz executivo da Brookfield

(Esclarece na declaração no 3º parágrafo que a operação foi um “marco”, não um “mercado”)

Agente da Polícia Federal durante fase da Operação Lava Jato 26/01/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - As investigações de autoridades brasileiras na operação Lava Jato, que descobriu um enorme escândalo de corrupção envolvendo políticos, estatais e empreiteiras, ajudaram a aumentar a competição entre investidores por projetos e ativos no Brasil, disse nesta segunda-feira um executivo da canadense Brookfield Asset Management.

A Brookfield aproveitou a crise econômica do Brasil nos últimos anos e os efeitos da própria Lava Jato, que desvalorizou ativos envolvidos nas apurações, para aquisições como a compra da empresa de gasodutos Nova Transportadora do Sudeste (NTS) junto à Petrobras e da Odebrecht Ambiental, de saneamento, renomeada para BRK Ambiental.

“Acho que houve uma série de mudanças que transformam e transformaram muito o Brasil. A Lava Jato foi, pelo menos para a gente, um marco. Todo mundo sabia o que acontecia, de uma forma ou de outra, e ter essa quebra (dos esquemas de corrupção em projetos de infraestrutura) é fundamental”, disse o chefe de operações (COO) da área de energia renovável da Brookfield no Brasil, Carlos Gros.

As declarações foram dadas em evento da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), em São Paulo.

“Como diz o americano, o ‘playing field’ (campo de jogo) mudou, e aí gente como a gente consegue investir, competir e estar participando de setores que antes não dava para participar. Não era nosso estilo e nem nossa forma”, acrescentou ele.

Segundo o executivo, a Brookfield está prestes a lançar novos fundos de investimento para captação de recursos a serem aportados em suas áreas de negócio, que passam por infraestrutura, energia, private equity e o setor imobiliário.

“Nosso apetite continua grande (pelo Brasil)... A gente continua muito animado. Esses são fundos globais, para investir no mundo inteiro, e o Brasil sempre tem um pedaço desses fundos que, achando boas oportunidades, a gente sempre quer investir”, afirmou.

Ele destacou que a companhia está bastante satisfeita com os resultados de suas operações no Brasil, principalmente no setor de energia limpa —a Brookfield atua em geração e transmissão no país.

Por Luciano Costa

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