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Credit Suisse diz que CEO não sabia de caso de espionagem

Presidente-executivo do banco Credit Suisse, Tidjane Thiam. 2/9/2019. REUTERS/Denis Balibouse

ZURIQUE (Reuters) - O Credit Suisse inocentou seu presidente-executivo Tidjane Thiam de ordenar uma vigilância do ex-chefe de gestão de fortunas Iqbal Khan, mas disse que seu braço direito renunciou devido ao caso de espionagem que afetou a reputação do banco.

Khan, que deixou o segundo maior banco da Suíça em julho e começou a trabalhar nesta terça-feira no arquirrival UBS, era vigiado por detetives particulares contratados pelo Credit Suisse de 4 a 17 de setembro.

Uma investigação do Credit Suisse realizada pelo escritório de advocacia Homburger descobriu que o vice-presidente de operações Pierre-Olivier Bouee iniciou a vigilância de Khan para ver se ele estava tentando convencer ex-colegas a se juntar a ele no UBS, disse o banco nesta terça-feira.

Urs Rohner, presidente do conselho do Credit Suisse, disse que Khan deixou o banco depois de uma disputa pessoal com Thiam, o que impossibilitou que os dois trabalhassem juntos.

Rohner disse a jornalistas que Thiam ainda desfruta da total confiança do conselho. “Não temos absolutamente nenhuma evidência de que ele foi informado da vigilância”, disse ele, enquanto se desculpava com Khan e sua família pelo incidente.

A investigação criminal sobre a operação de espionagem continua.

“O conselho de administração considera que a ordem para a vigilância de Iqbal Khan é errada e desproporcional e resultou em graves danos à reputação do banco”, afirmou o conselho do Credit Suisse em comunicado.

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