October 22, 2019 / 3:31 PM / in a month

Arrecadação federal arrefece em setembro após 5 meses de altas mais expressivas

BRASÍLIA (Reuters) - A arrecadação do governo federal ficou praticamente estável em setembro, com alta real de 0,06% sobre igual mês de 2018, a 113,933 bilhões de reais, divulgou a Receita Federal nesta terça-feira.

15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

Este foi o desempenho mais fraco no ano desde março, quando a arrecadação teve queda na comparação com o mesmo período do ano passado.

Mesmo assim, o dado de setembro representou o melhor para o mês desde 2014 (+118,829 bilhões de reais), na série da Receita corrigida pela inflação.

Membros da equipe econômica já tinham dito que a arrecadação havia vindo abaixo das expectativas em setembro, com frustração de 1,8 bilhão de reais.

Segundo o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir Malaquias, o mês foi marcado por compensações tributárias maiores e também pelo recolhimento menor do que o esperado do Imposto de Renda Pessoa Jurídica por estimativa. Ele avaliou, contudo, que o desempenho não marca uma tendência.

“Mês que vem a gente já pode ter inversão em relação a isso. Isso é pontual e isso não tem uma regra”, disse.

Em apresentação, a Receita ressaltou ainda que houve, em setembro, reclassificação de receitas do programa de parcelamentos especiais, o Refis, impactando negativamente as receitas administradas por outros órgãos, que sofreram uma queda real de 5,92% sobre setembro de 2018.

Já as receitas administradas pela Receita tiveram elevação de 0,2% na mesma base.

No acumulado de janeiro a setembro, a arrecadação geral teve alta real de 2,15%, a 1,129 trilhão de reais.

A arrecadação das receitas administradas pela Receita, por sua vez, teve crescimento de 1,91% nos nove meses acumulados, a 1,083 trilhão de reais. Para o ano, a expectativa da Receita é de elevação de 1,5%.

Com o desempenho positivo, aliado à forte arrecadação de receitas extraordinárias esperadas com leilões de petróleo, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, já sinalizou que o déficit primário do governo central deve ficar abaixo de 100 bilhões de reais este ano, com larga folga em relação à meta de um rombo de 139 bilhões de reais.

Por Marcela Ayres

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