November 28, 2019 / 8:04 PM / 11 days ago

Julius Baer melhora avaliação para real, mas classifica comunicação do BC como "inconsistente"

10/09/2015. REUTERS/Ricardo Moraes

SÃO PAULO (Reuters) - O banco suíço Julius Baer melhorou a avaliação para o real, citando espaço limitado para mais fraqueza da moeda brasileira depois de forte depreciação recente.

“Melhoramos a avaliação do real de volta para ‘bullish’ (otimista)”, disse Mathieu Racheter, da pesquisa de estratégia para ações do Julius Baer. A revisão acontece após rebaixamento de avaliação quatro semanas atrás.

A instituição elevou o preço estimado para o dólar dentro de três meses —de 4,05 reais para 4,15 reais—, mas manteve a expectativa em 12 meses em 4,15 reais.

Ambas as projeções se encontram abaixo da taxa atual de câmbio. Por volta de 13h16, o dólar à vista era cotado a 4,2525 reais na venda, em leve queda de 0,14% no dia, após três recordes históricos sucessivos para fechamento.

Em novembro, contudo, o dólar salta 6,22% até dia 27, o equivalente a uma depreciação do real de 5,86%.

O Julius Baer cita vários fatores para a recente depreciação do real —como a decepção com o leilão do excedente da cessão onerosa, a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preocupações comerciais, dados fracos da balança comercial e de transações correntes e, mais recentemente, declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Mas, fundamental e estruturalmente, o real parece atraente nos níveis atuais em termos da taxa de câmbio efetiva real (REER) e dos termos de troca”, disse o analista, ponderando, contudo, que a menor compensação ao risco, devido ao juro mais baixo, aumenta a sensibilidade da moeda a fatores de fluxo de curto prazo.

Sobre o Banco Central, Racheter avaliou a comunicação da autoridade monetária como “inconsistente” em termos de intervenções no mercado cambial. “(Mas) a estratégia de intervenções cambiais discricionárias pode ajudar a desencorajar apostas agressivas em uma depreciação do real, já que vender real em relação ao dólar implica taxa de juros negativa”, disse.

Em outro ponto favorável ao real, o analista espera que o crescimento econômico acelere no Brasil a partir dos níveis atuais, o que deve apoiar ainda mais o real.

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