December 19, 2019 / 10:33 PM / 3 months ago

EXCLUSIVO-Investigação dos EUA indica que ataque contra petróleo saudita veio do norte

Instalações da Aramco em Khurais, na Arábia Saudita, afetadas por ataque em setembro deste ano 20/09/2019 REUTERS/Hamad l Mohammed

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos disseram que novas evidências e análises de destroços de armas recuperados de um ataque contra instalações petrolíferas sauditas em 14 de setembro indicam que o ataque provavelmente veio do norte, reforçando a avaliação anterior dos norte-americanos de que o Irã estaria por trás da ofensiva.

Em um relatório intermediário de sua investigação - visto pela Reuters antes de uma apresentação na quinta-feira ao Conselho de Segurança das Nações Unidas - Washington avaliou que, antes de atingir seus alvos, um dos drones atravessava um local a aproximadamente 200 quilômetros a noroeste do local do ataque.

“Isso, combinado com o alcance máximo avaliado de 900 quilômetros do Veículo Aéreo Não Tripulado (UAV), indica alta probabilidade de que o ataque tenha se originado ao norte de Abqaiq”, disse o relatório, referindo-se à localização de uma das instalações de petróleo sauditas que foram atingidos.

O documento acrescentou que os Estados Unidos identificaram várias semelhanças entre os drones usados no ataque e um avião , não tripulado projetado e produzido pelo Irã, conhecido como UAV IRN-05.

No entanto, o relatório observou que a análise dos destroços de armas não revelou definitivamente a origem do ataque, que chegou a derrubar pela metade a produção de petróleo da Arábia Saudita.

“No momento, a comunidade de inteligência dos EUA não identificou nenhuma informação dos sistemas de armas recuperados usados nos ataques de 14 de setembro à Arábia Saudita que revele definitivamente a origem do ataque”, afirmou.

As novas descobertas incluem informações recentemente desclassificadas, disse uma autoridade do Departamento de Estado à Reuters.

Os Estados Unidos, potências européias e a Arábia Saudita culparam o Irã pelo ataque de 14 de setembro. O grupo houthi do Iêmen assumiu a responsabilidade pelo movimento, enquanto o Irã, que apóia os houthis, negou qualquer envolvimento. O Iêmen fica ao sul da Arábia Saudita.

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