January 9, 2020 / 11:56 AM / 2 months ago

China abre exploração e produção de petróleo para empresas estrangeiras e domésticas

Sondas de petróleo em Bayingol, China 07/08/2019 REUTERS/Stringer

CINGAPURA/PEQUIM (Reuters) - A China permitirá, neste ano, pela primeira vez, que empresas estrangeiras explorem e produzam petróleo e gás no país, abrindo o setor para empresas que não sejam gigantes estatais do setor, conforme Pequim procura aumentar o fornecimento doméstico de energia.

A tão esperada abertura acompanha uma remodelação do chamado negócio de oleodutos “midstream”, mas especialistas dizem que ela pode não despertar o interesse imediato dos perfuradores globais devido à má qualidade geral dos ativos de reservas de hidrocarbonetos da China.

A partir de 1º de maio, empresas estrangeiras registradas na China com ativos líquidos de 300 milhões de iuanes (43 milhões de dólares) poderão participar da exploração e produção de petróleo e gás, anunciou o ministério de recursos naturais em entrevista coletiva.

A alteração também se aplica a empresas domésticas que atendem à mesma condição.

“A China está acelerando a reforma do setor devido a preocupações crescentes com a segurança energética”, disse Zhu Kunfeng, diretor associado de pesquisa do IHS Markit.

“Vitalizar a indústria diversificando os participantes, incluindo investidores estrangeiros e privados, é o foco dessa reforma”.

Atualmente, a China importa 70% do petróleo que refina e quase metade do seu consumo de gás natural, e as empresas estatais enfrentam uma batalha árdua para aumentar as reservas e a produção fora do país, em meio a riscos geopolíticos crescentes.

Anteriormente, empresas internacionais podiam entrar no setor apenas por meio de joint ventures ou cooperação com empresas chinesas, principalmente empresas estatais como a China National Petroleum Company (CNPC), a China Petrochemical Corp (Sinopec) ou seus veículos listados.

As licenças de mineração de recursos minerais serão válidas por cinco anos no registro inicial e poderão ser estendidas por mais cinco.

Por Muyu Xu em Pequim e Chen Aizhu em Cingapura; Reportagem adicional de Tom Daly

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