January 16, 2020 / 12:36 PM / a month ago

Credit Suisse ainda tem perguntas a responder em caso de espionagem, diz órgão de fiscalização

ZURIQUE (Reuters) - O Credit Suisse ainda tem perguntas a responder sobre suas atividades de vigilância que se tornaram públicas no ano passado, informou o chefe do órgão de fiscalização financeira da Suíça nesta quinta-feira.

01/10/2019 REUTERS/Arnd Wiegmann

“O uso de empresas de segurança externa não é uma questão de supervisão em si”, disse Thomas Bauer, presidente da FINMA. “Nesse caso, no entanto, ainda temos perguntas sem resposta sobre governança, como documentação, controle, comportamento das informações e canais de comunicação”, afirmou ele ao jornal suíço Tages-Anzeiger.

“Para nós, o caso de espionagem do Credit Suisse é um caso sobre o qual ainda temos dúvidas”, acrescentou Bauer.

O Credit Suisse admitiu no mês passado espionar outro ex-executivo, aprofundando um escândalo no grupo suíço, que já está sob investigação por colocar seu ex-chefe de gestão de fortunas sob vigilância.

O segundo maior banco da Suíça culpou o ex-diretor operacional, Pierre-Olivier Bouee, pela contratação de detetives em fevereiro para monitorar o então chefe de recursos humanos, Peter Goerke.

O banco descreveu uma operação não autorizada na qual todos os executivos e diretores, incluindo o presidente-executivo, Tidjane Thiam, foram mantidos no escuro sobre o que estava acontecendo.

O Credit Suisse culpou Bouee por um incidente semelhante envolvendo o ex-chefe de administração de patrimônio, Iqbal Khan, e também liberou Thiam de qualquer papel nele. Na época, Thiam a caracterizou como um “incidente isolado”.

A FINMA, supervisor do mercado financeiro da Suíça, nomeou um investigador independente para analisar o caso.

Bauer disse que a investigação esclareceria a situação da FINMA, acrescentando que o caso que abalou o centro financeiro da Suíça pode prejudicar a reputação do setor.

“O primeiro passo da investigação é responder às nossas perguntas em aberto”, disse Bauer. “Se haverá ou não consequências regulatórias, permanece em aberto.”

Reportagem de John Revill

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