January 20, 2020 / 4:07 PM / 4 months ago

Dados do 3º tri reforçam alta do PIB puxada por setor privado, diz Ministério da Economia

Funcionários trabalham na linha de montagem de caminhões e ônibus de fábrica da Mercedes Benz em São Bernardo do Campo 27/03/2018 REUTERS/Paulo Whitaker

BRASÍLIA (Reuters) - Os dados do crescimento da atividade econômica no terceiro trimestre de 2019 evidenciam uma retomada econômica puxada pelo setor privado, analisou a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia nesta segunda-feira, destacando que a tendência deve prosseguir neste ano.

Entre julho e setembro passados, o PIB teve alta de 1,19% sobre igual período de 2018. A partir de uma decomposição feita com metodologia própria, a SPE calculou que o setor privado cresceu 2,72% na mesma base de comparação, ao passo que o PIB do setor público caiu 2,25%.

“Destaca-se que em 2019 há um ritmo de crescimento privado substancial, mesmo sem haver estímulos de gastos do governo ou do setor externo. Logo, trata-se de um crescimento mais sólido e que tende a apresentar aceleração em 2020”, disse.

Destrinchando os componentes do PIB, o investimento privado subiu 6,20% sobre o terceiro trimestre de 2018, enquanto o investimento público caiu 11,53%.

“Este movimento é um sinalizador positivo da percepção dos agentes privados sobre a economia, que se reflete no aumento do retorno esperado do capital e, consequentemente, do investimento. Nesse sentido, pode-se afirmar que a retomada da economia está associada ao crescimento dos investimentos privados, influenciado tanto pelas expectativas favoráveis sobre o desempenho da economia, quanto pela redução dos juros”, avaliou a secretaria.

O Ministério da Economia e o Banco Central têm martelado em uníssono que, apesar de o crescimento econômico ainda ser lento, está sendo guiado pela primeira vez pelo setor privado enquanto o PIB do governo cai, o que engatilhará uma atividade mais robusta à frente.

Para economistas ouvidos pela Reuters, a direção é essa e está correta. Mas, para a mudança se refletir em mais emprego e renda na ponta, os brasileiros ainda vão ter que esperar em meio à alta ociosidade do mercado de trabalho.

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