February 7, 2020 / 4:30 PM / 14 days ago

Fed diz que riscos para a economia estão caindo, mas alerta para coronavírus em relatório a Congresso

Prédio do Federal Reserve em Washington. REUTERS/Chris Wattie/File Photo

WASHINGTON (Reuters) - A economia norte-americana em expansão “moderada” desacelerou no ano passado por uma queda na indústria e pelo fraco crescimento global, mas os principais riscos recuaram e a probabilidade de recessão diminuiu, informou o Federal Reserve em seu último relatório de política monetária ao Congresso dos Estados Unidos.

“Os riscos negativos para as perspectivas dos EUA parecem ter diminuído no final do ano, já que os conflitos sobre a política comercial diminuíram um pouco, o crescimento econômico no exterior mostrou sinais de estabilização e as condições financeiras aliviaram”, afirmou o Fed, observando que o mercado de trabalho norte-americano e gastos dos consumidores permaneceram fortes.

“A probabilidade de uma recessão ocorrer no próximo ano caiu visivelmente nos últimos meses.”

Entre os riscos que o Fed observou estavam as consequências do surto crescente de coronavírus na China, valores “elevados” de ativos e níveis quase recordes de dívida corporativa de baixo grau que o Fed teme que possa se tornar um problema em uma crise econômica.

No geral, no entanto, o Fed viu redução dos riscos para a recuperação norte-americana de mais de uma década após seus três cortes nas de juros em 2019, e notou evidências de que “a desaceleração global da manufatura e do comércio parece estar no fim e os gastos dos consumidores e a atividade de serviços em todo o mundo continuam se sustentando”.

O Fed alertou que “o recente surgimento do coronavírus, no entanto, pode levar a rupturas na China que se espalhariam para o resto da economia global”.

Por lei, o Fed prepara duas vezes por ano um relatório formal para o Congresso dos EUA sobre o estado da economia e da política monetária.

Grande parte disso equivale a uma revisão de eventos recentes. O novo documento repete a avaliação do Fed de que o nível atual da taxa de juros, entre 1,5% e 1,75%, é “apropriado” para manter o controle da recuperação.

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