March 9, 2020 / 10:56 PM / 3 months ago

Casa Branca procura reforçar economia à medida que coronavírus golpeia mercados

WASHINGTON (Reuters) - O governo Trump se apressou nesta segunda-feira para garantir aos norte-americanos que estava respondendo ao crescente surto de coronavírus, enquanto as bolsas de valores caíram e as principais autoridades de saúde persuadiram algumas pessoas a evitar navios de cruzeiro, viagens aéreas e grandes reuniões públicas.

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante pronunciamento na Casa Branca; ao lado, o vice-presidente Mike Pence 09/03/2020 REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump —que repetidamente minimizou a ameaça representada pelo vírus da gripe que sacode o mundo— planejava se reunir com o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e outros membros de sua equipe econômica para avaliar possíveis ações, disse uma autoridade do governo à Reuters.

A licença médica remunerada está entre as medidas a serem consideradas, disse o funcionário sob condição de anonimato.

Uma ala da Casa Branca, que inclui Trump, apoia um corte generalizado nos impostos sobre as folhas de pagamento, disse um economista que aconselha o governo, enquanto o principal assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, e outros defendem créditos tributários, empréstimos ou subsídios diretos específicos a determinadas indústrias ou áreas atingidas.

Um corte nos impostos sobre a folha de pagamento pode incentivar os gastos dos consumidores e auxiliar as famílias que, de outra forma, poderiam ter dificuldades em quitar, pontualmente, pagamentos de aluguel e hipotecas ou pagar contas médicas caso o horário de trabalho dos membros da família sejam reduzidos durante o surto do coronavírus.

O presidente do Comitê de Finanças do Senado dos EUA, Chuck Grassley, um republicano, disse a repórteres que uma série de opções para responder à crise está sendo explorada em seu projeto de impostos em comissão.

As autoridades de saúde do Estado da Flórida disseram que todos que retornam da China, Irã, Coréia do Sul e Itália devem ficar isolados por 14 dias, enquanto viajantes de outros países afetados pelo surto devem monitorar sua saúde.

Nos EUA, o número de casos confirmados chegou a 566, incluindo 22 mortes, de acordo com as autoridades estaduais de saúde pública, além de uma contagem nacional mantida pela Universidade John Hopkins.

Trinta e quatro Estados dos EUA e o distrito de Columbia relataram ao Centro dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) infecções da doença respiratória Covid-19, que podem levar à pneumonia. A Louisiana teve o primeiro caso de coronavírus do Estado, anunciou o governador John Bel Edwards nesta segunda-feira.

À medida que as preocupações com o vírus se intensificaram, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York despencou 2 mil pontos na abertura, queda recorde, e o S&P 500 registrou sua maior queda percentual em um único dia desde dezembro de 2008, nas profundidades da crise financeira. Um recuo nos preços do petróleo contribuiu para o receio da iminência de uma recessão.

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