March 23, 2020 / 8:21 PM / 16 days ago

Preços do petróleo avançam, mas gasolina recua mais de 30% nos EUA com fraca demanda

Refinaria de petróleo na Filadélfia, EUA 21/08/2019 REUTERS/Mark Makela

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo avançaram nesta segunda-feira, embora as cotações da gasolina nos Estados Unidos tenham despencado mais de 30%, para uma mínima recorde, enquanto a demanda por combustíveis é destruída pelas restrições globais a viagens, que visam conter a disseminação do coronavírus.

Os contratos futuros do petróleo Brent terminaram o dia em alta de 0,05 dólar, a 27,03 dólares por barril, enquanto os futuros do petróleo dos EUA avançaram 0,73 dólar, ou 3,2%, a 23,36 dólares/barril. Ambos os valores de referência operaram em território negativo até os momentos finais da sessão.

Mas os futuros da gasolina nos EUA, maiores consumidores do combustível no mundo, afundaram 32%, fechando a cerca de 41,18 centavos de dólar por galão, menor nível já registrado. Essa foi a maior queda percentual diária da história, fazendo com que a margem de lucro para produção de gasolina no país entrasse em território negativo.

“Não tem ninguém dirigindo, não há negócios, não há gente precisando de gasolina, e não para por aqui, isso pode ficar muito pior”, disse Bob Yawger, diretor de Futuros de Energia da Mizuho em Nova York.

Os EUA consomem mais de 9 milhões de barris por dia de gasolina, quase metade do consumo diário de petróleo da nação, e com habitantes confinados e negócios fechados, a demanda está em queda livre.

Analistas também atribuíram a retração nos preços da gasolina ao fracasso do Senado norte-americano em aprovar um pacote estimado em 2 trilhões de dólares para apoio à economia local, uma vez que a demanda está ligada à atividade econômica.

Os futuros do petróleo, enquanto isso, tiveram leve altas por expectativas de que os estímulos de governos e bancos centrais impulsionem economias em todo o mundo, e de que Arábia Saudita e Rússia possam se reconciliar após o colapso do acordo que mantinham para cortes de oferta.

Reportagem adicional de Shadia Nasralla, em Londres, e Aaron Sheldrick, em Tóquio

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