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Demanda por fertilizantes segue positiva com câmbio favorável ao agricultor, diz Mosaic

SÃO PAULO (Reuters) - A demanda por fertilizantes segue “muito positiva” no Brasil, mesmo em meio à crise do coronavírus, com agricultores que exportam seus produtos sendo beneficiados pela valorização do câmbio, disse a Mosaic Fertilizantes à Reuters.

Trabalhador mostra fosfato processado para produção de fertilizantes pela Mosaic 24/09/2009 REUTERS/David Stobbe

“O real enfraquecido... melhora as margens de todos os agricultores que produzem culturas para exportação. Os embarques (de fertilizantes) também continuam acontecendo normalmente”, afirmou a companhia em nota.

A moeda norte-americana acompanha um movimento global, diante de evidências crescentes de que o mundo já está numa recessão que deverá ser de magnitude histórica.

Nesta sexta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 1,14%, a 5,3261 reais na venda, nova máxima histórica para um encerramento de sessão e muito perto do pico intradiário, de 5,3286 reais. Foi a sétima semana consecutiva de ganhos para a moeda em relação ao real.

Com o impulso do dólar forte frente ao real favorecendo o fechamento de negócios antecipados para a safra do ano que vem, a Mosaic prevê aumento de 2% a 3% na demanda por adubos no Brasil em 2020, disse à Reuters o vice-presidente comercial da companhia, Floris Bielders, em uma entrevista no mês passado.

A única cultura considerada preocupante pela Mosaic Fertilizantes é a cana-de-açúcar.

“Embora as margens de açúcar permaneçam boas, as margens para o álcool, utilizado na fabricação da gasolina, caem devido à baixa dos preços do petróleo. Desta forma, é possível que ocorra uma queda de demanda neste tipo de cultura”, disse a companhia.

Ainda no setor canavieiro, vale destacar o recuo na demanda doméstica por etanol desde março, causado pela redução na circulação de pessoas decretada pelo governo na tentativa de conter a disseminação do Covid-19.

No Brasil, a Mosaic está investindo 4,5 milhões de reais em ações preventivas e de combate à pandemia, conforme anúncio realizado nesta semana.

Em parceria com os governos e autoridades locais, a empresa – via Instituto Mosaic – disponibilizará produtos de limpeza e higiene (álcool em gel, sabonetes e desinfetante), kits médicos com equipamentos de proteção para profissionais da saúde e testes para confirmação do vírus.

Cestas básicas serão doadas para famílias em situação de vulnerabilidade social e, considerando a diversidade de cenários nos municípios, pedidos e outras necessidades serão avaliados individualmente, disse a companhia.

“Fizemos uma análise minuciosa sobre as principais necessidades de cada localidade onde a empresa está presente... e o que poderá tornar-se imprescindível daqui a algumas semanas no caso do cenário (do coronavírus) permanecer o mesmo.”

Internamente, a companhia informou que, desde o começo de março, segue um plano de contingência que prevê ações como o cancelamento de viagens internacionais, diminuição dos deslocamentos nacionais e participação de eventos, disponibilização de plantão médico e redução de pessoas nas localidades, priorizando o trabalho remoto nas áreas administrativas.

Nas unidades operacionais, há outras precauções como o controle diário de temperatura dos profissionais (inclusive de terceiros), restrição de visitantes e fornecedores externos, aumento na frequência da limpeza de espaços coletivos e disponibilização de álcool em gel.

“Na qualidade de produtora de itens essenciais à população, a empresa continua fazendo a sua parte para que não ocorra desabastecimento”, disse a Mosaic.

Por Nayara Figueiredo

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