April 6, 2020 / 2:00 PM / 2 months ago

FMI encorajado por recuperação na China, mas diz que pandemia pode retornar

Mulher passa em frente a estátua simbolizando a Revolução de Xinhai em Wuhan, eipcentro do surto de Covid-19 na China 06/04/2020 REUTERS/Aly Song

WASHINGTON (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) citou sinais limitados mas encorajadores de recuperação na China, o primeiro país a sofrer toda a força da pandemia da Covid-19, mas disse que não pode descartar um ressurgimento da pandemia na China e em outros lugares.

Em um post de blog publicado nesta segunda-feira, os principais economistas do FMI disseram que a pandemia causada pelo novo coronavírus levou o mundo a uma recessão que será pior do que a crise financeira global e pediu uma resposta global e coordenada de política econômica e de saúde.

“Os danos econômicos estão aumentando em todos os países, acompanhando o forte aumento de novas infecções e medidas de contenção implementadas pelos governos”, escreveram os especialistas do FMI.

O total de casos confirmados com a Covid-19 em todo o mundo saltou para mais de 1.250.000, com 68.400 mortes relatadas, de acordo com uma contagem da Reuters.

A China estava vendo uma melhora modesta em suas pesquisas de índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês) após quedas acentuadas no início do ano, e os dados diários de satélite sobre as concentrações de dióxido de nitrogênio na atmosfera —um indicador para a atividade industrial e de transporte— mostraram um declínio gradual nas medidas de contenção, escreveram os especialistas do FMI.

“A recuperação na China, embora limitada, é animadora, sugerindo que medidas de contenção podem ter sucesso no controle da epidemia e abrir caminho para a retomada da atividade econômica”, escreveram os autores.

“Mas há uma enorme incerteza sobre o caminho futuro da pandemia e não se pode descartar um ressurgimento de sua propagação na China e em outros países”, acrescentaram.

Países europeus como Itália, Espanha e França estão em fases agudas do surto, seguidos pelos Estados Unidos, enquanto a epidemia parece estar apenas começando em muitos mercados emergentes e economias em desenvolvimento.

Reportagem de Andrea Shalal

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