April 8, 2020 / 12:59 PM / 4 months ago

EXCLUSIVO-BC da China intensificará flexibilização mas não seguirá Fed, dizem fontes

Pessoas com máscara de proteção contra coronavírus caminham em frente à sede do Banco do Povo da China, em Pequim 04/04/2020 REUTERS/Tingshu Wang

PEQUIM (Reuters) - O banco central da China intensificará sua flexibilização da política monetária para apoiar sua economia devastada pelo coronavírus, mas preocupações com a dívida e riscos imobiliários impedirão que ele siga os cortes acentuados de juros do Federal Reserve ou movimentos de afrouxamento quantitativo, disseram fontes.

Os líderes da China prometeram combater o impacto da pandemia, que parece ter levado a segunda maior economia do mundo à sua primeira contração trimestral em pelo menos 30 anos, já que a crescente perda de empregos representa uma ameaça à estabilidade social.

O Banco do Povo da China impulsionará o crédito e reduzirá os custos de financiamento, especialmente para pequenas empresas, vistas como vitais para o crescimento e o emprego, e acomodará o aumento dos gastos fiscais, segundo três fontes envolvidas em discussões internas de política monetárias. As fontes se recusaram a ser nomeadas devido à sensibilidade do assunto.

O banco central disse na sexta-feira que estava cortando sua taxa de compulsório - a quantidade de dinheiro que os bancos devem manter como reservas - pela terceira vez este ano, e reduziu a taxa de juros sobre as reservas excedentes dos bancos pela primeira vez desde 2008.

O banco central dependerá amplamente de uma combinação de ferramentas de política de liquidez para apoiar a economia, como a taxa de compulsório e várias ferramentas de empréstimo, bem como ferramentas baseadas em preços, incluindo várias taxas de mercado e sua taxa básica de juros, disseram as fontes.

“O banco central intensificará a flexibilização da política monetária, mas é impossível seguir o Federal Reserve”, disse uma das fontes. “Ele adotará uma abordagem passo a passo e reservará alguma munição.”

O Banco do Povo da China e o Ministério das Finanças não responderam imediatamente aos pedidos da Reuters de comentários.

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