April 30, 2020 / 10:58 PM / 25 days ago

CMN anuncia medidas de flexibilização ligadas ao crédito rural

Agricultor checa plantio de soja em Primavera do Leste (MT) 07/02/2013 REUTERS/Paulo Whitaker

SÃO PAULO (Reuters) - O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma série de medidas para flexibilizar ações relacionadas ao crédito rural, que vão desde a prorrogação de prazos para a contratação de crédito até medidas para garantia do distanciamento social, disse o Ministério da Economia nesta quinta-feira.

Segundo a pasta, o CMN prorrogou por um ano o prazo para que empresas cerealistas contratem uma linha de crédito rural com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Pela mudança, agora os produtores rurais poderão acessar a linha de crédito até 30 de junho de 2021 para o financiamento de investimentos em obras, aquisições de máquinas e equipamentos e expansão da capacidade de armazenamento de grãos.

O prazo anterior para contratação ia até o final de junho deste ano.

Além disso, o CMN decidiu também flexibilizar regras para operações de crédito rural já contratadas, visando adaptá-las ao cenário de distanciamento social em função da pandemia de coronavírus.

Segundo o Ministério da Economia, as novas medidas dispensam parte dos requisitos presenciais que costumavam envolver as operações, como registro de documentos em cartórios, entrega de notas fiscais e vistoria presencial de propriedades.

Outra ação do conselho para o setor rural, ainda de acordo com a pasta, é a autorização para que novos créditos de custeio permitam a aquisição antecipada de insumos agrícolas.

“(A medida visa) atender ao maior número possível de produtores rurais que tenham tido suas atividades prejudicadas pelos efeitos negativos do distanciamento social decorrente do Covid-19, bem como da seca ou estiagem que atinge diversos municípios brasileiros”, disse o CMN.

“(Permite também) que esse crédito possa ser contratado com outras fontes de recursos não controlados, pois a norma previa a utilização apenas dos recursos dos depósitos à vista”, concluiu o órgão.

Por Gabriel Araujo

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