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Banco da Inglaterra vê pior recessão em 300 anos mas adia mais estímulos

Vista do Banco da Inglaterra, em Londres. REUTERS/Henry Nicholls

LONDRES (Reuters) - O Banco da Inglaterra adiou novas medidas de estímulo nesta quinta-feira mas afirmou estar pronto para adotar mais medidas para conter a maior recessão econômica do país em mais de 300 anos devido ao coronavírus.

No que chamou de “cenário ilustrativo”, o banco central britânico disse que vê um tombo de 14% da economia britânica em 2020, seguido de um recuo de 15% em 2021.

Tal cenário exigiria um estímulo monetário e orçamentário muito significativo, afirmou.

O Banco de Inglaterra manteve a sua taxa de juros referencial na mínimo histórica de 0,1% e deixou o seu objetivo de compra de títulos, na sua maioria dívida pública britânica, em 645 bilhões de libras (797 bilhões de dólares).

Dois dos nove membros do comitê de política monetária- Michael Saunders e Jonathan Haskel - votaram a favor de um aumento de 100 bilhões de libras em seu poder de fogo na compra de títulos.

“Conforme as perspectivas econômicas evoluírem, o banco atuará como necessário para proporcionar a estabilidade monetária e financeira essencial para a prosperidade a longo prazo e satisfazer as necessidades da população deste país”, afirmou o Governador Andrew Bailey.

“Este é o nosso compromisso total e inabalável”.

O Banco de Inglaterra espera que “a recuperação da economia ocorra ao longo do tempo, embora muito mais rapidamente do que o recuo da crise financeira mundial”.

Por David Milliken e Andy Bruce

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