May 8, 2020 / 8:10 PM / 17 days ago

Governo avalia complementar medidas para crédito, diz Guaranys

Um dos prédios do Ministério da Economia em Brasilia 03/01/2019 REUTERS/Adriano Machado

BRASÍLIA (Reuters) - A equipe econômica analisa medidas específicas para crédito em meio à crise, afirmou nesta sexta-feira o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, destacando que algumas iniciativas já tomadas estão com dificuldades de serem utilizadas.

“Quem está numa situação financeira pior está tendo dificuldade de pegar recurso dos bancos”, disse ele, em conversa virtual promovida pela Fundação Getulio Vargas. De acordo com o secretário, os bancos também têm direito a limitar o acesso aos recursos, pelo risco de crédito envolvido.

“Estamos analisando essa situação e em que setores está impactando mais para que a gente possa também trabalhar em políticas específicas para isso. Algumas políticas já foram discutidas no Congresso, outras ainda vão ser, mas é o nosso grande foco de elaboração de medidas”, completou.

Segundo Guaranys, a maior parte do esforço do governo neste momento é de monitoramento e implementação de ações já anunciadas, mas com essa visão de complementar medidas associadas ao crédito em função de “lacunas”.

Guaranys afirmou que a equipe econômica está monitorando todos os setores produtivos para analisar quais empresas precisam de socorro e como isso pode ser operacionalizado da forma mais transversal possível.

“Estamos tendo cuidado para não escolher setores que merecem ajuda, mas sim características que estão merecendo ajuda”, disse Guaranys, frisando que o diferimento de impostos para alívio de caixa foi uma ação nesse sentido.

Especificamente para concessionárias de serviços públicos, ele disse que a solução vai depender do setor e do contrato.

“É muito difícil pensar em solução ampla para todos os concessionários de todos os setores porque pode ser que tenham setores que não estejam sendo tão impactados”, afirmou.

Os serviços de telecomunicações, por exemplo, têm passado pela crise de forma diferente dos aeroportos, que estão sendo mais atingidos, disse o secretário.

Por Marcela Ayres

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