for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up

Técnicos pioram projeção e veem carga de energia do Brasil cair 2,9% por coronavírus

Torres e linhas de transmissão de energia em Brasília (DF) 29/08/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino

SÃO PAULO (Reuters) - A carga de energia do Brasil, importante indicador da atividade econômica, pode cair 2,9% neste ano devido aos impactos do coronavírus sobre a demanda, projetaram nesta sexta-feira órgãos técnicos do setor elétrico.

Até o final de março, a estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontavam expectativa de recuo de 0,9% na carga de energia em 2020.

“Em decorrência do agravamento do recuo da economia nacional e mundial por conta da pandemia, as instituições identificaram a necessidade da alteração em algumas premissas adotadas”, apontaram, em nota conjunta, em referência à projeção anterior, divulgada em 27 de março.

Com o novo cenário, os órgãos técnicos vão pleitear junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma revisão extraordinária da previsão anterior-- as estimativas oficiais são revistas a cada quatro meses e utilizadas na programação do sistema elétrico, influenciando também preços no mercado livre de eletricidade.

O movimento para a revisão confirma notícia publicada pela Reuters em meados de abril, quando o ONS disse que os números estavam defasados e que iria negociar com a Aneel a realização de uma projeção extraordinária.

Segundo as novas estimativas divulgadas nesta sexta-feira, a carga poderia se recuperar em 2021, com alta de 4,2%.

Por Luciano Costa

for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up