May 19, 2020 / 1:27 PM / 3 months ago

Chefe do Banco Mundial diz estar frustrado com credores privados sobre alívio da dívida para países

Presidente do Banco Mundial, David Malpass. REUTERS/Florence Lo

WASHINGTON (Reuters) - O presidente do Grupo Banco Mundial, David Malpass, disse nesta terça-feira que está frustrado com a relutância dos credores privados em participar de um programa de alívio da dívida para os países mais pobres do mundo, e acredita que alguns países estão se preocupando demais com sua própria avaliação de crédito.

Malpass disse a repórteres em uma teleconferência que 14 países pobres aceitaram ofertas de suspensão de pagamentos de dívidas bilaterais oficiais, e outros 23 devem pedir tolerância.

Alguns dos países mais pobres do mundo estão relutantes em buscar alívio da dívida sob o programa apoiado pelo G20 por preocupação, pois isso pode prejudicar suas classificações de crédito e acesso futuro ao mercado.

Malpass disse que alguns países estão “superestimando a importância” das classificações de crédito e, no ambiente atual, seria melhor analisar seu nível geral de recursos, que pode aumentar se eles aceitarem a oferta de alívio da dívida.

Ele disse que recebeu com satisfação o apoio do presidente chinês, Xi Jinping, ao programa, mas disse que está “um pouco frustrado com o ritmo lento” da aceitação pelo setor privado.

“Os credores comerciais ainda estão recebendo pagamentos dos países mais pobres, e é preciso haver um movimento mais rápido para os credores comerciais que cumpram os objetivos do anúncio do G20 da suspensão de dívidas bilaterais.”

Malpass disse que o Banco Mundial lançou programas emergenciais de ajuda contra o coronavírus em 100 países em desenvolvimento, com compromissos de financiamento em condições preferenciais e subsídios de cerca de 5,5 bilhões de dólares até agora.

Malpass disse ainda que a pandemia global e os fechamentos econômicos associados a ela poderiam levar até 60 milhões de pessoas à pobreza extrema, apagando os três anos anteriores de alívio da pobreza, com uma contração econômica global de talvez 5% este ano.

Por David Lawder

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