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Com aval da Anvisa, porto no Paraná pode voltar a operar após caso de Covid-19

SÃO PAULO/NOVA YORK (Reuters) - As operações de embarque de grãos no berço 214 de Paranaguá, importante porto exportador do Brasil, poderão voltar a ocorrer normalmente após ficarem paralisadas desde a segunda-feira, com aval de autoridades de saúde depois de avaliação de caso de Covid-19 no local, informou a autoridade portuária nesta terça-feira.

Navio carregado com soja no porto de Paranaguá (PR) 27/03/2003 REUTERS/Paulo Whitaker

Os embarques de soja foram suspensos depois que um membro da tripulação do navio Mv Clymene apresentou sintomas e testou positivo para coronavírus, no berço 214, que pode embarcar ao menos 40 mil toneladas da oleaginosa ao dia, informou o porto.

O caso de Covid-19 no navio que carregava soja foi o primeiro reportado em portos do Paraná desde o início da pandemia, segundo a porto, que ressaltou que a retomada das operações no berço dependeria de autorização da agência de saúde Anvisa.

No início da noite, após a Anvisa seguir todo o protocolo, que inclui a testagem de toda a tripulação, a autoridade de saúde autorizou a imediata desatracação do navio e seu posicionamento em área designada para quarentena no interior da Baía de Paranaguá (Área 62), onde deverá permanecer até nova determinação, segundo documento repassado pelo porto.

Com a desatracação, outro navio poderá atracar no berço 214 e retomar o carregamento de soja, confirmou o porto, por meio da assessoria de imprensa.

A agência marítima Williams reportou mais cedo que todos os outros berços de Paranaguá, com exceção do 214, funcionaram normalmente desde o registro do caso de Covid-19.

O porto de Paranaguá ressaltou que, conforme o Plano de Contingência para Emergências de Saúde Pública, cabe à Anvisa definir as ações de controle e enfrentamento das questões de saúde pública, como o caso de coronavírus.

Não ficou imediatamente claro o resultado dos testes dos outros membros da tripulação.

O tripulante infectado tem estado de saúde estável, segundo o porto.

A pandemia de coronavírus ocorre em um ano em que o Brasil colheu uma safra recorde de soja.

Até o momento, os embarques da oleaginosa não vêm sendo afetados, com o país registrando exportações mensais em máximas históricas.

Nesta terça-feira, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) informou que o Brasil já embarcou, no acumulado do mês até o dia 23, 10,9 milhões de toneladas de soja e 1,2 milhões de toneladas de farelo de soja.

Até o final do mês, a Anec estima embarques de mais 3,1 milhões de toneladas de soja e 402 mil de toneladas de farelo de soja, segundo programação de atracação dos portos brasileiros.

Isso elevaria o total embarcado de soja no mês para 14 milhões de toneladas, bem próximo do recorde histórico registrado em abril pela Anec, de pouco mais de 14 milhões de toneladas.

Na semana de 17 a 23 de maio, a Anec registrou embarques de quase 500 mil toneladas de soja, em todos os berços de Paranaguá.

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