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Membros do BCE discutiram flexibilidade de compras de títulos, mostra ata

A man cycles towards the European Central Bank (ECB) headquarters in Frankfurt, Germany, July 8, 2020. REUTERS/Ralph Orlowski

FRANKFURT (Reuters) - Os membros do Banco Central Europeu discutiram no mês passado a extensão de sua flexibilidade na condução de compras emergenciais de títulos como parte de esforços sem precedentes para reanimar a economia da zona do euro, mostrou nesta quinta-feira a ata da reunião de julho.

O BCE manteve a política monetária no mês passado e deu uma visão ligeiramente mais otimista sobre o crescimento, mas disse que ainda deve usar todo o seu poder fogo aprovado para o estímulo.

Mas a ata do encontro sugere que algumas autoridades não estão dispostas adotar outro aumento no programa de compra de emergência pandêmica (PEPP) de 1,35 trilhão de euros do BCE.

“Também houve o argumento de que a flexibilidade do PEPP sugere que o envelope de compras líquidas deve ser considerado um teto em vez de meta”, disse a ata publicada pelo BCE.

A formulação da ata sugere que essa foi uma visão minoritária, com outros membros do Conselho apoiando uma interpretação mais liberal da flexibilidade dada a incerteza sem precedentes.

“De acordo com o cenário básico...a atual suposição foi de que o envelope do PEPP terá que ser usado em sua totalidade”, mostrou a ata.

Com a expectativa de forte contração da economia da zona do euro devido à pandemia de coronavírus, o BCE está comprando volumes recordes de dívidas para ajudar os governos a lidarem com os gastos extras. Também está pagando aos bancos para emprestarem seu dinheiro em um esforço para salvar empresas viáveis.

Reportagem de Balazs Koranyi

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