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Argentina inicia formalmente conversas com FMI sobre um novo programa de crédito

Logotipo do Fundo Monetário Internacional (FMI) visto do lado de fora da sede do organismo, em Washington, EUA, em 4 de setembro de 2018. REUTERS/Yuri Gripas

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina iniciou formalmente negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quarta-feira para acertar um novo programa de crédito, depois que o plano fracassado acertado há dois anos não conseguiu evitar uma profunda crise econômica no país.

O início do diálogo é mais um passo para a Argentina enfrentar suas dificuldades financeiras, logo após a nação sul-americana fechar um acordo com seus credores de títulos sob lei estrangeira para reestruturar uma dívida de cerca de 65 bilhões de dólares.

De acordo com comunicado enviado pelo governo, o presidente de centro-esquerda Alberto Fernández manteve um diálogo telefônico com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, pela manhã para iniciar as negociações.

“Durante a conversa com Georgieva, o presidente destacou a necessidade de que o futuro programa entre Argentina e FMI respeite os objetivos de recuperação econômica e resolva os problemas sociais mais urgentes”, disse o comunicado oficial.

A Argentina vive uma recessão com alta inflação desde 2018, que aprofundou a pobreza e o desemprego no país, situação agravada pelos efeitos do coronavírus. A pandemia levou o governo que assumiu em dezembro a aumentar seus gastos neste ano para conter o colapso da economia, à custa de um déficit fiscal maior.

“Estamos determinados a reiniciar o processo de implementação de um caminho fiscal consistente assim que os efeitos da pandemia passarem”, disse o Ministério da Economia em carta a Georgieva publicada em um tuíte do ministro Martín Guzmán.

Em 2018, no governo anterior, a Argentina acertou com o FMI um ambicioso programa de crédito de 57 bilhões de dólares que o atual governo pretende renegociar.

Georgieva teve uma conversa “muito construtiva e positiva” com Fernández e Guzmán, informou o FMI em um comunicado.

“Esperamos aprofundar nosso diálogo sobre como podemos apoiar os esforços do governo para enfrentar o impacto da pandemia, impulsionar o crescimento e a criação de empregos, reduzir a pobreza e o desemprego e, ao mesmo tempo, fortalecer a estabilidade macroeconômica para o benefício de todos os Argentinos”, disse o organismo.

Por Walter Bianchi e Eliana Raszewski

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