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Argentina busca acordo com FMI "apenas" para pagar US$44 bi de programa anterior, diz representante do país

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, e o ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, participam de conferência organizada pelo Vaticano. O país sul-americano iniciou conversações com o organismo para renegociar sua dívida. 5 de fevereiro de 2020. REUTERS/Remo Casilli

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina busca concretizar um novo programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI) com o único objetivo de devolver os quase 44 bilhões de dólares que recebeu da entidade durante o governo do ex-presidente Mauricio Macri, disse nesta quinta-feira o diretor executivo do organismo para o Cone Sul.

Em 2018, Macri negociou com o FMI um contrato de crédito no valor de 57 bilhões de dólares como parte de um plano fracassado para deter o colapso do peso argentino e evitar um novo calote da dívida.

A Argentina recebeu 44 bilhões de dólares desse acordo antes que o atual governo do presidente Alberto Fernández, que assumiu o cargo em dezembro do ano passado, cancelasse o programa.

“A intenção da Argentina é buscar financiamento do FMI com o único propósito de pagar integralmente os 44 bilhões de dólares que ainda são devidos ao Fundo”, disse Sergio Chodos, diretor executivo do FMI para o Cone Sul e representante argentino na entidade.

Enquanto isso, o país sul-americano espera conseguir fechar nesta semana a reestruturação de cerca de 65 bilhões de dólares em dívida soberana em poder de credores externos.

A Argentina não deve buscar uma redução de dívida pelo FMI. Nas negociações com credores privados, estes concordaram em receber menos do que o prometido quando compraram títulos da Argentina, que afirma não poder honrar esses compromissos integralmente sem piorar sua já abalada economia.

Na quarta-feira, o Ministério da Economia disse em nota que Fernández comentou em conversa com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, “que o futuro programa entre Argentina e FMI respeita os objetivos de recuperação econômica e resolve os problemas sociais mais urgentes”.

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