for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up

Petroleiras dos EUA começam a avaliar danos causados pelo furacão Laura

Placa em que se lê "primeiro o vírus, agora isso" em Galveston, Texas (EUA), em referência à pandemia de Covid-19 e ao furacão Laura 26/08/2020 REUTERS/Julio-Cesar Chavez

HOUSTON (Reuters) - As empresas de petróleo e gás dos Estados Unidos estão organizando equipes e começando a revisar plataformas “offshore” no Golfo do México nesta quinta-feira, com o objetivo de avaliar os danos causados pelo furacão Laura às operações.

Com ventos de 240 quilômetros por hora, a tempestade atingiu a Louisiana nesta quinta, danificando edifícios, derrubando árvores e interrompendo o fornecimento de energia a centenas de milhares de pessoas no Estado e no Texas. A tempestade ficou aquém do previsto, poupando áreas em terra das temidas inundações.

O furacão Laura passou durante a noite por Lake Charles, na Louisiana, e pelas refinarias de petróleo da região, avançando rapidamente em direção ao Arkansas.

Operadores “offshore” se mantiveram ocupados programando voos de reconhecimento sobre as mais de 300 plataformas e sondas de petróleo que tiveram suas equipes retiradas nesta semana. O Laura passou pelos principais campos de produção de petróleo do Golfo do México, com as primeiras avaliações de oleodutos e plataformas sendo previstas para esta quinta-feira.

A Exxon Mobil informou que está entrando em contato com funcionários de sua refinaria de Beaumont, no Texas, que processa 369 mil barris por dia, e preparando uma avaliação preliminar dos danos. A unidade esteve entre as seis fechadas nesta semana, antes da tempestade.

Mesmo que haja pouco ou nenhum dano, as refinarias levam dias para retomar a produção. As quedas generalizadas de energia e as evacuações da região podem atrasar ainda mais o processo.

Companhias de eletricidade relataram que mais de 650 mil clientes no Texas e Louisiana ficaram sem energia nesta quinta-feira, e ao menos um voo de reconhecimento foi adiado por causa das interrupções a viagens.

Reportagem de Erwin Seba e Gary McWilliams

for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up