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BrasilAgro vê produção de grãos e oleaginosas 5,4% maior em 19/20; lucro cai

SÃO PAULO (Reuters) - A BrasilAgro estimou aumento de 5,4% na produção de grãos e oleaginosas na temporada 2019/20, para 322,4 mil toneladas, com impulso do milho primeira safra, que teve alta de quase 12 mil toneladas, ou 39,8%, informou a empresa em fato relevante na véspera.

A combine harvester is used to harvest soybeans on a farmland in Chivilcoy, on the outskirts of Buenos Aires, Argentina April 8, 2020. Picture taken April 8, 2020. REUTERS/Agustin Marcarian

A safra de soja representou cerca de metade do total produzido, com 160,4 mil toneladas, alta de 1,1% na comparação anual. Já o milho segunda somou 106,7 mil toneladas, alta de 5,2%.

A produção de algodão deve cair 8,6%, para 7,4 mil toneladas, devido a condições climáticas na Bahia, que não foram favoráveis ao plantio, o que levou a uma redução de área destinada ao cultivo de 15% em relação ao estimado inicialmente.

A empresa havia concluído a colheita da pluma em 62,6% da área cultivada, até a divulgação do comunicado, e a produtividade está 7,4% superior à estimada.

A empresa destacou que a produtividade da soja na safra 2019/20 de soja foi de 3.109 kg/hectare, resultado 1% acima do estimado inicialmente, enquanto no milho (Brasil) a alta foi de 2,8% ante o projetado no início.

RESULTADOS FINANCEIROS

A companhia informou ainda que encerrou o ano 2019/20 com lucro líquido de 119,6 milhões de reais (-32,5% na comparação anual) e Ebitda ajustado de 177,6 milhões de reais (-13,3%).

A empresa disse que contabilizou impacto no resultado das operações com derivativos no valor de 25 milhões de reais negativos, sendo 35,1 milhões de reais negativos referentes a operações de moeda e 10,1 milhões de reais positivos em commodities.

“No entanto, esse impacto será grande parte neutralizado no caixa, à medida que sejam liquidados ativos da companhia, como estoques e ativo biológico.”

A receita líquida total atingiu 559,1 milhões de reais, alta de 4,5% na comparação anual, com as vendas de produtos agrícolas somando 487,6 milhões de reais, mais do que compensando uma redução de cerca de 60% no faturamento com venda de fazendas, que somou 71,5 milhões de reais.

Por Roberto Samora

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