for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up

Rio Grande do Sul vê perdas no trigo por geadas, mas ainda contabiliza danos

Campo de trigo REUTERS/Pascal Rossignol/File Photo

SÃO PAULO (Reuters) - O Rio Grande do Sul sofreu perdas pelas geadas ocorridas no último final de semana, mas o tamanho do prejuízo vem sendo apurado, uma vez que muitas lavouras ainda não apresentam sinais dos efeitos do frio, disse a Emater em nota na noite de quinta-feira.

Cerca de 20% da área de 920 mil hectares de trigo está nos estágios reprodutivos, de emissão de espigas, floração e formação de grãos, as fases mais sensíveis aos efeitos climáticos, de acordo com nota da empresa de assistência técnica do Estado.

Diante disso, pode-se afirmar que várias lavouras têm apresentado quebra de produtividade, mas ainda é “difícil de mensurar quanto foi danificado, seja em quantidade ou qualidade”.

“Nos próximos dias, os técnicos da Emater/RS continuarão a campo para acompanhar e verificar os efeitos dessas perdas nas lavouras. Perdas pontuais e localizadas ocorreram, mas ainda não foram quantificadas”, acrescentou o gerente de Planejamento da Emater, Rogério Mazzardo.

Na maioria das regiões, principalmente meio-norte do Estado, a forte geada provocou danos nas lavouras em floração e em início do enchimento de grão.

Até mesmo nos Campos de Cima da Serra, as primeiras áreas semeadas que já se encontram em fase de emborrachamento e poderão apresentar perdas significativas.

“Essas perdas só poderão ser mensuradas nos próximos dias quando os danos puderem ser visualizados”, concluiu.

Na véspera, o Paraná, maior produtor de trigo do Brasil, revisou a produção de trigo devido aos efeitos das geadas, para 3,47 milhões de toneladas, ante 3,68 milhões, mas alertou que esse número pode ser alterado, conforme os prejuízos poderão ser visualizados nos próximos dias.

Por Roberto Samora

for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up