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Um quarto das empresas brasileiras teve impacto positivo durante a Covid-19, diz pesquisa

Funcionário de um drogaria, usando uma fantasia, mostra um fraco de spray de álcool, num centro comercial do Rio de Janeiro, durante a pandemia da Covid-19. 16/4/2020. REUTERS/Ricardo Moraes

SÃO PAULO (Reuters) - O efeito negativo da Covid-19 sobre as empresas brasileiras diminuiu e ao menos um quarto delas revelou impacto positivo sobre suas atividades, apontou pesquisa feita pelo IBGE sobre a segunda quinzena de julho.

De acordo com o levantamento, 37,5% das 3 milhões de empresas em funcionamento foram atingidas negativamente pela pandemia, enquanto 36,3% revelaram que as consequências foram pequenas ou inexistentes. Por outro lado, 26,1% por cento revelaram efeito positivo da pandemia sobre os negócios.

“Apesar da continuidade dos efeitos negativos, destaca-se a percepção de melhora”, disse o coordenador de pesquisas do IBGE, Flávio Magheli. Na segunda quinzena de junho, a incidência negativa tinha sido apontada por 62,4% das empresas.

De acordo com o IBGE, além da redução dos impactos da pandemia, há uma crescente percepção de um efeito negativo pequeno ou inexistente da Covid-19 sobre os negócios: 22,5% (na segunda quinzena de junho) para 36,3% na pesquisa atual. O impacto positivo era então percebido por 15,1% das empresas.

A região Norte do país concentrou a maior incidência de empresas que perceberam impactos positivos da pandemia, com 41,1%. Já o Nordeste foi a região onde as empresas foram mais atingidas pela crise (49,6%), seguida por Centro-Oeste (44,75).

Segundo o IBGE, as companhias do ramo de serviços seguem as que sentem mais os impactos negativos da pandemia (42,9%). Para 36,5% do comércio e 55,4% da construção, os efeitos foram pequenos ou inexistentes.

De acordo com o IBGE, a maior parte das empresas (55%) relatou não ter havido impacto da Covid-19 sobre a fabricação dos produtos ou a capacidade de atendimento aos clientes. Entre as empresas de grande porte, esse percentual chegou a quase 62%.

Por outro lado, cresceu o número de empresas que reportaram maiores dificuldades com fornecedores: 45,3%, ante 38,6% na quinzena anterior.

Por Rodrigo Viga Gaier

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