for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up

Mundo corre risco de cicatrizes econômicas se auxílio for removido cedo demais, diz Georgieva, do FMI

Diretora gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva 19/10/2019 REUTERS/Mike Theiler

(Reuters) - Países de todo o mundo correm o risco de enfrentar grandes falências e cicatrizes econômicas se o apoio fiscal e monetário utilizado para apoiar suas economias durante a crise atual for removido cedo demais, disse a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, nesta terça-feira.

“Somos muito claros na mensagem que estamos transmitindo para que não retiremos o apoio prematuramente”, disse Georgieva em um evento online que marca o 125º aniversário da London School of Economics. “Se fizermos isso, corremos o risco de falências e desemprego em massa.”

Georgieva disse que o Fundo Monetário Internacional não vê uma saída da crise atual no próximo ano, então a suspensão do serviço da dívida para os países pobres também deve ser mantida.

Ela disse que reformas tributárias são críticas para ajudar os países a cumprirem as obrigações de sua dívida, acrescentando que taxas de juros muito baixas e negativas podem ser úteis para ajudar as economias durante a pandemia, mas representam maiores riscos para os poupadores e o sistema bancário.

Por David Lawder, Andrea Shalal e Rodrigo Campos

for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up