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BofA descarta corte adicional na Selic neste ano após divulgação de IPCA

Um homem usa um caixa eletrônico do Bank of America perto da sede corporativa do Bank of America em Charlotte, Carolina do Norte. 18/09/2008. REUTERS/Chris Keane.

BRASÍLIA (Reuters) - O Bank of America elevou nesta sexta-feira sua perspectiva para a inflação neste ano, ao mesmo tempo que passou a descartar corte adicional na taxa básica de juros, prevendo que ela seguirá em 2% até o fim de 2020.

“Esperamos agora que a taxa Selic permaneça estável e termine este ano em 2,00% (de 1,75% antes) dadas as pressões inflacionárias mais altas que reduzem o espaço para outro corte em nossa visão”, escreveram o chefe de economia e estratégia para o país do BofA, David Beker, e a economista para Brasil e Chile do banco, Ana Madeira.

Para a inflação medida pelo IPCA, a expectativa subiu a 2,7%, contra 2% antes, em função da recente alta nos preços dos alimentos e dos riscos de uma recuperação econômica mais rápida até o final deste ano.

Mesmo com o ajuste, o percentual segue bem abaixo da meta oficial para o IPCA neste ano, que é de 4,0%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ressaltaram eles.

“No médio prazo, ainda esperamos um cenário inflacionário benigno, devido ao grande hiato do produto e à folga do mercado de trabalho”, assinalaram.

O IPCA teve em setembro a maior alta para o mês desde 2003, de 0,64%, pressionado pelo aumento dos preços de alimentos, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos 12 meses até setembro, o IPCA acumulou alta de 3,14%, frente a 2,44% nos 12 meses até agosto. A inflação do mês veio acima das expectativas de analistas, que previam aumento de 0,54% em setembro sobre agosto e de 3,03% em 12 meses.

Por Marcela Ayres

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