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CTC, de biotecnologia de cana, pede registro para IPO

Colheita de cana-de-açúcar. REUTERS/Juan Carlos Ulate

(Reuters) - O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) pediu nesta sexta-feira registro para uma oferta inicial de ações (IPO), reforçando uma revoada de empresas brasileiras rumo à bolsa de valores em busca de recursos para financiar projetos de expansão.

A companhia, que se apresenta como líder mundial em melhoramento genético e biotecnologia para cultura da cana-de-açúcar, contratou Morgan Stanely, JPMorgan e BTG Pactual para liderar a transação.

Além de buscar dinheiro para o CTC investir em projetos de sementes sintéticas, em seleção genômica e em novos negócios, incluindo bioinformática, a operação servirá também para alguns acionistas venderem participação na empresa, mas os nomes não foram revelados.

Entre os principais sócios do CTC estão Copersucar, Raízen, São Martinho e BNDESPar, braço de participações do BNDES.

Há cerca de 50 anos no mercado sucroenergético, a CTC atua em biotecnologia para o setor desde meados dos anos 1990. A CTC afirma que seus mais de 800 clientes produzem mais de 90% da cana-de-açúcar processada do Brasil.

Segundo o prospecto preliminar da oferta, a CTC teve receita líquida de 152,7 milhões de reais nos primeiros nove meses de 2020, alta de 32,6% ante mesma etapa do ano passado. Nos mesmos períodos de comparação, o lucro deu um salto de 128%, para 50,05 milhões de reais.

Reportagem de Aluísio Alves

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