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Europa deve ser seletiva com lockdowns da Covid, diz BCE

MADRI/FRANKFURT (Reuters) - Os governos europeus devem ser seletivos ao interromper a atividade econômica para combater a pandemia de coronavírus e precisam continuar gastando para apoiar empresas e famílias, disseram autoridades do Banco Central Europeu nesta sexta-feira.

Vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos. Odd Andersen/Pool via REUTERS

Com as infecções por coronavírus testando os limites do sistema de saúde, as maiores nações da zona do euro impuseram medidas de lockdown esta semana, desferindo um golpe para o setor de serviços, que ainda não se recuperou da recessão profunda de alguns meses atrás.

“Devemos tentar derrotar o vírus sem fechar totalmente a economia, porque as consequências em termos de perda da atividade econômica serão muito, muito intensas”, disse o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos.

O BCE deixou claro na quinta-feira que aumentará o estímulo econômico em dezembro, conforme os lockdowns aumentaram a perspectiva de uma recessão de duplo mergulho, mas as autoridades do banco também transferiram parte do fardo para os governos, argumentando que o papel da política monetária é limitado.

“Temos que levar em conta a necessidade de provavelmente uma quantidade maior de entrada fiscal nessas circunstâncias, uma vez que não é papel da política monetária ser cirúrgica e ampliar o crédito a empresas individualmente”, disse Yves Mersch, membro do conselho do BCE. “Essa é uma tarefa fiscal e encorajamos o lado fiscal a expandir sua intervenção.”

Embora a maioria dos governos tenha posto em prática garantias públicas para manter empresas à tona, os níveis de dívida aumentaram e alguns governos estão discutindo a possibilidade de se tornarem mais seletivos no uso do dinheiro dos contribuintes.

Essa cautela pode forçar os bancos a limitarem os empréstimos, gerando uma crise de crédito, mesmo com a liquidez do setor em um nível recorde.

“É muito importante que as medidas de estímulo fiscal sejam eliminadas gradativamente com a recuperação econômica”, disse de Guindos. “Não queremos uma situação de rápida redução do estímulo porque isso poderia provocar uma queda ainda mais intensa.”

(Por Inti Landauro, Nathan Allen e Balazs Koranyi)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447723))

REUTERS LB IV

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